Apatej pede apoio a deputado nas lutas contra reforma da Previdência e fim da estabilidade

14/11/2017

A busca por apoio de parlamentares e chefes do Executivo em ações em defesa do funcionalismo é uma das determinações do conjunto das entidades de classe. Neste sentido, a Apatej já participou de reuniões com diversos deputados, vereadores e prefeitos, em busca de apoio a projetos que beneficiem os servidores ou de votos contra propostas que nos prejudicam.

Na segunda-feira, 13, o deputado federal Valmir Prascidelli visitou a sede da Apatej e foi recebido pelo presidente da entidade, Mario José Mariano, o Marinho, o vice-presidente, Roberto da Silva, e o tesoureiro, Marcos Leite Penteado, o Marquinhos.

Os quatro dialogaram sobre a luta contra a reforma da Previdência, que vai dificultar o acesso do trabalhador à aposentadoria, e o projeto em tramitação no Congresso que prevê o fim da estabilidade do servidor público, entre outras pautas.

“O governo Temer começou com a terceirização, depois PEC do Teto de Gastos, reforma trabalhista, agora quer reforma da Previdência e o fim da estabilidade no serviço público. Este governo está fazendo ‘barba, cabelo e bigode’ com os direitos do trabalhador brasileiro”, afirmou o presidente da Apatej.

Marcos Leite Penteado, o Marquinhos, avaliou que, mesmo com todos os ataques aos direitos, a mobilização popular tem sido baixa. “As pessoas parecem não ter noção do quanto estão perdendo. O brasileiro tem que cair na real e lutar contra todos esses ataques aos nossos direitos”.

Deputado federal foi recebido pelo presidente da Apatej, Mario José Mariano, o Marinho, o vice-presidente, Roberto da Silva, e o tesoureiro, Marcos Leite Penteado, o Marquinhos

Prascidelli ressaltou a importância da participação popular nas mobilizações contra projetos que tiram direitos.
“É uma fase que o Brasil está passando, que foi fruto de um conjunto de ações que levaram as pessoas a ficarem descentes com a política, mas a participação das pessoas é que vai impedir esse desmonte e fazer com que possamos retomar o crescimento”, declarou Valmir Prascidelli na reunião com a direção da Apatej.

Fim da estabilidade do servidor

Sobre o fim da estabilidade, o deputado se comprometeu a votar contra, mas defendeu que sejam feitas mudanças em algumas áreas do funcionalismo.

“Sou contra o fim da estabilidade. Mas acho que talvez seja preciso olhar o aspecto do funcionalismo como um todo, em que alguns setores possam talvez ter uma flexibilidade maior. Nós temos uma distorção muito grande entre juízes, desembargadores etc. com relação aos técnicos, os funcionários gerais”, analisou.

“Não podemos ter uma posição de falar só ‘eu sou contra…’, alguns setores talvez tenham que ser mexidos. Mas, em geral, se for uma opção, vou defender que mantenha-se a estabilidade. É uma conquista que dá a possibilidade de que o funcionalismo, em sua maioria, em algumas carreiras em especial, possa ficar fora de uma disputa política, de uma conjuntura política”.

Em 2018, uma oportunidade de frear os retrocessos

“O Brasil é um país de dimensão continental, tem uma riqueza estrondosa. Não tenho dúvidas que há uma ação internacional grande neste momento na tentativa de desestabilizar o país. Mas nós vamos retomar o crescimento com a participação das pessoas, com democracia. E 2018 vai ser um marco disso”, avaliou o deputado federal Valmir Prascidelli em encontro na Apatej.

“Nas eleições de 2018, as pessoas precisam pensar e escolher seus candidatos de forma mais programática, conhecer aquilo que cada candidato pensa e defende, para pensar o futuro do país, a defesa dos direitos sociais, da nossa soberania”, declarou o congressista.

Prascidelli ressaltou que as eleições de 2018 são uma grande oportunidade para a população votar em representantes políticos comprometidos em fortalecer a luta para derrubar os retrocessos que têm sido impostos aos brasileiros, como a reforma trabalhista, a PEC do Teto de Gastos, que congela os investimentos em áreas cruciais como Saúde e Educação por 20 anos, e a possível reforma da Previdência.

Para ele, é possível reverter as perdas impostas à população brasileira, mas “depende da composição que vai se dar no Congresso Nacional. Por isso as pessoas têm que escolher direito cada candidato”. O deputado ressaltou que “precisamos ter não só um presidente que defenda isso, como também uma composição no Congresso que possibilite ter força política para fazer essas alterações. A mobilização tem que ser na rua e na urna”.