Servidores do judiciário aprovam em Assembleia pautas prioritárias de reivindicações

13/03/2018

Centenas de servidores do judiciário paulista compareceram na tarde desta segunda-feira, 12, à Praça João Mendes no Centro de São Paulo, para a Assembleia Estadual convocada pela Apatej e outras entidades de defesa dos trabalhadores.

Durante o encontro os 8 itens da pauta prioritária de reivindicações – que inclui questões financeiras – foram aprovados. Outros itens reivindicados pela categoria (ver lista completa aqui) também foram deliberados e aceitos, assim como as ações que irão nortear a luta dos trabalhadores em prol da Campanha Salarial 2018.

Os trabalhadores pedem também que o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) pague a data-base de março de 2017 a fevereiro de 2018 igual ou maior ao que os 3,5 % concedido pelo Executivo ao funcionalismo Estadual, isso independentemente de quaisquer perdas passadas, e faça a reposição das perdas salariais acumuladas de abril de 2002 a fevereiro de 2018, de 14,44%.

Os presentes no ato aprovaram ainda a realização de um mutirão no Fórum João Mendes para recolher assinaturas em um abaixo-assinado contra a exigência de nível universitário para o cargo de escrevente-técnico judiciário. O mutirão irá acontecer no próximo dia 21 e o documento será entregue ao presidente do TJ-SP, Manoel de Queiroz Pereira Calças.

 

Uma nova Assembleia Estadual foi marcada pelos trabalhadores para deliberar sobre a pauta. A nova data ficou marcada para o dia 20 de abril.

PARTICIPAÇÕES

Um a um os representantes das entidades deram seu recado. O primeiro a discursar no evento foi o deputado estadual Carlos Giannazi (Psol), que lembrou a importância da luta. “Contra os retrocessos a melhor defesa é o ataque”, destacou.

De acordo com o presidente da Apatej, Mario José Mariano, o Marinho, apesar dos discursos de que não há dinheiro para os servidores, no final do ano passado o ex-presidente do TJ-SP, Paulo Dimas Mascaretti, chegou a publicar no Diário Oficial um aumento de 11,98% (URV) para os juízes. Entretanto, a pressão das entidades fez o TJ revogar o aumento. “Se tinha dinheiro há três meses para reajustar os salários dos juízes porque agora não tem para os trabalhadores”?, questiona.

Marinho lembrou também a todos que o Tribunal paga mais de R$ 300 milhões por ano com aluguéis de prédios, alguns que servem apenas como arquivo morto.

Em sua fala, o tesoureiro da Apatej, Marcos Leite Penteado, o Marquinhos, destacou que muitos trabalhadores vieram de longe para a Assembleia Estadual. “Muitos vieram de cidades distantes em busca da valorização, em busca da conquista salarial e para demonstrar seu apoio”, lembrou. Entretanto, o diretor enfatizou que servidores do Fórum João Mendes, ao lado de onde ocorria a manifestação, sequer saíram do prédio para apoiar o evento. “Somente unidos serremos capazes de lutar pelos nossos direitos”, finalizou.