TJ-SP promoveu mais de 172 mil acordos de conciliação em 2017

15/05/2018

O Tribunal de Justiça de São Paulo promoveu mais de 172,7 conciliações em 2017, sendo 96,2 mil em processos abertos na área pré-processual Cível e de Família, o que representa 67% de sucesso. Na área processual foram 76,5 mil na área processual, o que equivale a 39,7% de sucesso.

Os dados são da edição de 2017 do relatório de atividades do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec). A publicação reúne dados sobre os Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscs) instalados no período e estatísticas relacionadas ao serviço.

Durante o ano foram instaladas 26 unidades e oito postos de atendimento de Cejuscs, totalizando 257 em funcionamento no Estado atualmente. No mesmo período, o Nupemec credenciou 36 câmaras privadas de conciliação e certificou 954 alunos, alcançando um total de 3.916 mediadores judiciais atuantes.

O setor promoveu também mutirões pré-processuais envolvendo empresas como Eletropaulo (78% de conciliações), Sabesp (73% de êxito) e Colégio Monforte (100% de acordos).

De acordo com o desembargador José Carlos Ferreira Alves, coordenador do Nupemec, apesar das enormes dificuldades enfrentadas, 2017 foi um grande ano para a conciliação e mediação paulista.

Segundo o presidente da Associação Paulista dos Técnicos Judiciários (Apatej), Mario José Mariano, o Marinho, o alto número de atendimentos só foi possível porque os servidores se desdobraram para dar conta do volume de trabalho. Ele lembra é preciso que haja um reconhecimento por parte do tribunal da importância desses trabalhadores.

“Esses servidores desafogam o judiciário. Milhares de processos não chegam nem a serem distribuídos, isso significa na prática que juízes serão poupados de despachar , fazer audiências , sentenciar , enfim. Os servidores do TJ mais uma vez colaborando com a sociedade que vê o seu acordo sendo homologado ainda na fase de conciliação sem precisar esperar anos e anos para ver seu pleito atendido”, finaliza Marinho.