“É um esforço brutal do Tribunal de Justiça”, diz Anafe sobre reposição salarial de 10% aos servidores

23/03/2022

O presidente do TJ-SP, Ricardo Anafe – Foto: Antonio Carreta/TJ-SP

Durante a Posse Solene do Conselho Superior da Magistratura (CSM) e da Escola Paulista da Magistratura (EPM) para o biênio 2022/2023, ocorrida na tarde desta segunda-feira, 21, no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), o presidente da Corte, Ricardo Mair Anafe, falou com jornalistas sobre a recente reposição salarial concedida a servidores e a possibilidade de greve, aventada pela categoria.

De acordo com Anafe, o reajuste que foi concedido foi de 10% e não 9,94%. Ainda segundo ele, os R$ 600 milhões que vieram a mais neste ano para o TJ-SP estão sendo totalmente gastos com essa reposição salarial dos servidores.

“É um esforço brutal do Tribunal de Justiça, reconhecendo o trabalho dos servidores e a inflação que ocorreu no período”, explicou. “Mas é o máximo que o Tribunal poderia chegar”, continuou.

Sobre a possibilidade de greve aventada pela categoria Anafe destacou que desconhece a questão e disse não acreditar nessa possibilidade. Isso porque o TJ-SP estaria fazendo tudo o que estava ao seu alcance para compensar as perdas financeiras dos servidores. “Eu não imagino como alguém pode conceber falar em greve ou qualquer coisa que o valha”, afirmou.

O presidente falou ainda que o sistema de home office gerou uma boa economia ao TJ-SP enquanto o TJ-SP estava 100% de maneira remota. A economia seria de aproximadamente R$ 17 milhões.

Entretanto, ele lembrou que num universo de R$ 13,5 bilhões, que é o orçamento do TJ-SP para este ano, o valor não é tão significativo. O mais importante mesmo, segundo Anafe, é a eficiência. “Esta eficiência está sendo privilegiada, e a economia em segundo lugar”, finalizou.