Novas mídias ampliam divulgação e preservação da memória do Judiciário

12/07/2022

‘O Crime da Mala’, que até hoje desperta curiosidade, é um dos casos emblemáticos nos arquivos do Poder Judiciário

Do Portal CNJ

Porto de Santos, 16 de outubro de 1928. Às 16h, trabalhadores que embarcavam bagagens de passageiros no vapor Massiliá, que seguiria para França, encontram o cadáver de uma mulher em uma mala com formato de baú. Era o corpo de Maria Féa, italiana de 21 anos que imigrara para o Brasil há cerca de oito meses.

Após investigações, o crime foi desvendado e o marido da vítima, José Pistoni, italiano de 31 anos, apontado como responsável. Ele confessou o estrangulamento da esposa e a tentativa de se livrar do corpo o despachando no navio.

Pistoni passou por três julgamentos, sendo o último em 1937, de onde saiu condenado a uma pena de 31 anos de prisão. O caso, que alcançou grande repercussão, ficou conhecido como “O Crime da Mala”. O processo, que integra o acervo do Museu do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), é o primeiro episódio do Podcast Casos Forenses, uma iniciativa da instituição que, ao apresentar processos emblemáticos num formato contemporâneo, registra e amplia o alcance da história do Poder Judiciário e da sociedade brasileira.

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“Ao mesmo tempo que estamos preservando, também projetamos o futuro. A preservação da memória é um ato atemporal”, avalia o coordenador do Museu do TJSP, desembargador Octávio Augusto Machado de Barros Filho. Ele destaca que o tema vem recebendo atenção crescente dos tribunais, que investem em gestão da memória, preservação e valorização dos bens materiais e imateriais reunidos ao longo da história.

Barros Filho observa que o Judiciário é uma fonte constante de notícias e guarda registros importantes da história do país. “A história está registrada em processos físicos ou digitais no judiciário. ‘O Crime da Mala’ chamou atenção na época e até hoje desperta curiosidade. Como ele, existem vários outros casos emblemáticos nos arquivos do Poder Judiciário.”

O desembargador ressalta, no entanto, que a divulgação dessas histórias, independente da mídia utilizada, exige pesquisas cuidadosas e uma série de cautelas para evitar a exposição de pessoas.

O TJSP foi vencedor da categoria Especial do Prêmio CNJ Memória do Poder Judiciário 2022 entre a Justiça estadual. A categoria reconhece, divulga e dissemina a prática de virtualização dos acervos do Poder Judiciário.

Além do pioneirismo no lançamento do Podcast Casos Forenses, o TJSP também inovou com a promoção de visitas virtuais monitoradas tanto no Palácio da Justiça, sede do órgão na capital paulista, como no Museu no Palacete Conde de Sarzedas.

No Museu, também é possível agendar visita telepresencial para percorrer a história e o acervo cultural do Judiciário paulista, nos ambientes do Palácio, do Palacete e de outros núcleos.

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