Em meio a clima hostil, entidades reivindicam diálogo com a presidência do TJ-SP

19/11/2018

Entidades de classe, entre elas a Apatej, estiveram nesta quarta-feira, 13/11, no Tribunal de Justiça de São Paulo para pressionar a presidência da Casa a recebê-las para tratar das comissões de Planos de Cargos e Carreiras bem como do orçamento da corte para 2019.

Antes disso, as entidades se reuniram na sede da Assetj para definir um calendário de ações para os primeiros meses do ano que vem, que ficou assim:

24 de novembro – Escolha da cidade para a realização do Encontro Estadual da categoria

6 de fevereiro – Presença das entidades na abertura do ano judiciário como forma de pressão à presidência para atendimento dos pleitos da categoria

16 de fevereiro – Encontro Estadual da categoria

15 de março – Assembleia Estadual da categoria

 

Uma vez deliberadas as ações, os dirigentes se dirigiram ao Tribunal de Justiça, mas foram recebidos com certa truculência por seguranças do TJ-SP e pela força policial ali empenhada. Um clima hostil e desnecessário, segundo o presidente da Apatej, Mario José Mariano, o Marinho. “Nunca havia acontecido isso, nos mandaram ficar longe das entradas da presidência”, explicou.

Alguns servidores e dirigentes foram, inclusive, forçados a vestirem suas camisetas ao avesso, pois continham os nomes das entidades que pertenciam. Marinho acredita que este será um cenário cada vez mais frequente no Brasil daqui por diante. “Esta deve ser uma marca dos gestores a partir de 2019: mais centralizadores e que dialogam menos”, resumiu.

Após algum tempo de espera os representantes de apenas duas entidades de classe foram autorizados a entrar para conversar com os juízes assessores. Eles entregaram o ofício aos representantes do TJ-SP e ponderaram que a falta de diálogo  não será admitida pelas entidades.

No próximo dia 21 as entidades retornam ao Palácio da Justiça com o objetivo de saber a resposta do TJ-SP quanto ao ofício protocolado.

 

 

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