Situação do Fórum de Carapicuíba é alarmante

09/08/2012

Nesta
quarta-feira, 8, prateleiras que davam suporte a um número elevado
de processos no Fórum de Carapicuíba caíram no cartório do Anexo
Fiscal, assustando servidores e deixando em alerta a Apatej
(Associação Paulista dos Técnicos Judiciários). O desabamento
aconteceu fora do horário do expediente e, apesar de não haver
feridos, equipamentos como ventiladores e computadores foram
danificados.


O
acidente chamou atenção tanto do presidente da Apatej, Mário José
Mariano (Marinho), quanto dos servidores para problemas ainda mais
graves na estrutura do prédio, como rachaduras nas paredes e teto.
Além do temor do risco real e iminente de novos tombamentos,
principalmente na infraestrutura do prédio, os servidores do local
também sofrem com a temperatura do ambiente que, no verão, chega a
atingir 38ºC, devido às telhas de amianto proibidas em São Paulo
em razão do câncer. Infestação de ratos, baratas e pombos são
outra preocupação do funcionalismo, já que constituem
insalubridade aos trabalhadores.


Pedidos
de adequação do prédio para condições seguras e higiênicas já
foram encaminhados ao Tribunal de Justiça. No entanto, o Palácio
tem sido relutante em periciar o local e trazer soluções.


Na
segunda-feira, 6, o presidente da Apatej, reuniu-se com a ministra
Eliana Calmon, também presidente do Conselho Nacional de Justiça
(CNJ), após abertura da
primeira
etapa da inspeção da Corregedoria Nacional de Justiça no TJ/SP
.
Na ocasião, Marinho relatou a ministra a precária situação do
Fórum de Carapicuíba, conhecido na região Oeste pelos constantes
problemas de infiltrações e casos graves de insalubridade,
principalmente em função de sua localização, dentro de uma área
livre no município. “Além de todos estes problemas estruturais
que colocam em perigo constante todos os servidores, os quais o TJ
sempre fez vista grossa, a situação torna-se ainda mais preocupante
em razão da localização do prédio, no meio de uma área livre,
com problemas de insalubridade e tudo o mais que está implícito”,
disse Mário José Mariano.


Ao
final do encontro, a ministra Elizan Calmon comprometeu-se em
solucionar a situação e disse já estar a par do problema.

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