Artigo: Estresse x Motivação no ambiente de trabalho

17/09/2008

Ter um
emprego público é um sonho para muitos brasileiros. Mas
a conquista do emprego público não significa
necessariamente, ter alcançado a realização
pessoal. As pessoas têm muitas necessidades que vão além
da estabilidade de emprego como: satisfação no
trabalho, reconhecimento, progresso na carreira, percepção
de seu trabalho como significativo, preservação da
saúde, convivência sadia com superiores e colegas, tempo
para a família e para si mesmo.

Se os
funcionários não tiverem em seu exercício
profissional a satisfação de pelo menos parte de suas
necessidades pessoais, a relação delas com o ambiente
de trabalho será muito mais desgastantes. Pesquisas sobre
ambientes de trabalho desmotivadores tendem a apresentar as seguintes
características: o trabalho usualmente é desenvolvido
de maneira coercitiva, muitos potenciais da pessoa não são
exercitados em função dessas características,
principalmente a criatividade, os trabalhadores não têm
controle sobre seu processo de trabalho, as tarefas são
sentidas como aborrecidas e arbitrariamente decididas quanto a seu
ritmo, intensidade e duração, além disso, as
relações de trabalho são fragmentadas e
competitivas.

Este
tipo de ambiente é chamado de trabalho alienante
e costuma provocar no funcionário uma experiência
emocional subjetiva de alienação
caracterizada
por: sensação de falta de poder, sentimentos de
insatisfação, frustração, sensação
de viver em um mundo frio e insensível. Ao longo do tempo esse
processo que resulta em estresse intenso e prolongado, aumenta
consideravelmente o risco de ocorrência de doenças como:
doença coronariana, depressão, LER atualmente
denominada DORT (distúrbio osteomuscular relacionado ao
trabalho) e também o diabetes (estudos demonstram que o
estresse interfere na produção de insulina pelo
pâncreas e, conseqüentemente, nas taxas de açúcar
no sangue).

A
realidade é que o trabalho, mesmo aquele que motiva e
gratifica, quando realizado com afinco, exige esforço,
capacidade de concentração, de raciocínio,
implica desgaste ? físico e/ou mental.

Manejo
do estresse
– Em primeiro lugar é importante passar por
uma avaliação médica e psicológica para
avaliar o nível de estresse e o grau de vulnerabilidade.

A seguir
um conjunto de medidas para lidar com o estresse:

Recursos
físicos:

. técnicas de relaxamento

. alimentação adequada

. exercício físico regular

. repouso, lazer e diversão;

. sono apropriado às necessidades individuais;

. medicação, se necessário e sob supervisão
médica.

Recursos
psíquicos:

. métodos psicoterapêuticos;

. processos que favoreçam o autoconhecimento;

. estruturação do tempo livre com atividades
prazerosas e ativas;

. avaliação periódica de sua qualidade de
vida;

. busca de convivência menos conflituosa com pares e grupos

Recursos
sociais:

. oferecidos por associações e sindicatos de classe:

programas de motivação e desenvolvimento
profissional como cursos e palestras, convênios com escolas e
universidades;

. programas de condicionamento físico além de
ginástica laboral, programas de lazer; cultura.

Quando se
tem consciência das dificuldades é possível
colocar as questões em perspectiva, buscar ajuda e encontrar
formas para superar os desafios que se impõem. A escolha é
sua.

Elisete Costa de Melo

Psicóloga Clínica

Atendimento Psicológico individual e em grupo

com descontos para associados da APATEJ e seus familiares

Rua André Thomaz n° 93

Vila Campesina – Osasco

Fone: 3685-4638

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