Apatej e demais entidades do Judiciário entregam denuncias ao Ministro Gilson Dipp

26/11/2009

Nesta
quarta (25) a Apatej juntamente com um grupo de entidades
representativas do servidor judiciário, viajaram à Brasília para
entregar o documento com denúncias contra o Tribunal de Justiça do
Estado de São Paulo ao Corregedor do Conselho Nacional de Justiça
(CNJ), Ministro Gilson Langaro Dipp.


No
documento há relatos dos descasos do TJ-SP em relação aos
servidores do judiciário, como déficit de funcionários,
desrespeito aos direitos trabalhistas e assédio moral entre outros
aspectos da conduta negativa do presidente desembargador Roberto
Vallin Bellochi.


A
principal reivindicação da categoria levada ao ministro foi a
necessidade de inspeção urgente e suspensão de ações do TJ-SP em
relação ao orçamento.


Dipp
sinalizou interesse em ajudar as entidades e demonstrou surpresa diante de algumas em relação às denuncias apresentadas. Para o
ministro “O estado de São Paulo não pode ficar fora de qualquer
política pública [em relação ao judiciário]. Diante do
gigantismo da cidade, isso fez com que o magistrado mostrasse uma
couraça”, definiu o corregedor.


O ministro
também ressaltou que a Corregedoria Nacional de Justiça tem
evoluído substancialmente na luta pelo judiciário “Se vocês
soubessem quantas resistências foram quebradas…E vamos avançar
ainda mais. Tenho a percepção, inclusive, que São Paulo irá
melhorar como um todo, pois breve teremos um novo presidente do TJ”,
destacou.


As
entidades também denunciaram que foi preciso que entrassem com uma
liminar para que a peça orçamentária fosse publicada, criticando
duramente a falta de transparência da presidência do TJ paulista.
Outro motivo de denúncia foi a inexistência de reposição salarial
para os servidores em 2009 enquanto o TJ-SP destinava R$ 290 milhões
de reais para o magistrado.


O ministro
Gilson Dipp recebeu as denúncias com indignação “Os fatos
narrados, se verdadeiros, são graves e estarrecedores”, enfatizou.
Dipp também destacou que não é preciso esperar uma inspeção
formal, pois “as inspeções pontuais são muito mais rigorosas e
devem ser realizadas o mais rápido possível”.


O
presidente da Apatej, Antonio Grandi ratificou as denúncias e
apresentou documento específico da associação, devidamente
protocolado no Conselho Nacional de Justiça, com o Pedido de
Procedimento de Controle Administrativo.


“Ministro,
quero reforçar as reivindicações dos companheiros e destacar as
injustiças trabalhistas que o servidor do judiciário sofre
constantemente, todas descritas neste documento. Acreditamos muito
que a corregedoria é um canal fundamental de comunicação e de
busca de soluções para os problemas do judiciário. Todos torcemos
para resultados positivos” , afirmou Antonio Grandi.


Dipp
concluiu a audiência com as entidades agradecendo as informações
levadas à ele.


“Fico
feliz e satisfeito com a confiança de todos no Conselho Nacional de
Justiça. Não temos a pretensão nem a ilusão que iremos solucionar
todos os problemas do judiciário no Brasil, mas com certeza estamos
realizando o primeiro passo”, finalizou o ministro.



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