Ato em Brasília reúne mais de 700 servidores do Judiciário paulista

03/08/2010


Dezoito ônibus. Mais de 700 passageiros. Este foi o número
de servidores que rumaram a Brasília nesta segunda-feira, 2, para realizar um
ato público em protesto aos desmandos do Tribunal de Justiça de São Paulo
(TJ/SP), à frente do prédio do Supremo Tribunal Federal (STF), que também
abriga o Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

 

A decisão foi deliberada em Assembleia Estadual da categoria
e tomou corpo na última quarta-feira, quando cansados da intransigência do TJ,
do descumprimento dos direitos dos servidores e dos cortes salariais, sem
respaldo jurídico e punitivos.

 

O ato desta terça-feira é um dos mais relevantes do
movimento. Grevistas de diversas comarcas, que compõe a maior paralisação da
categoria, cobraram em Brasília inspeção do TJ/SP, principalmente sobre o
gerenciamento do orçamento da Casa. Pela primeira vez na história dos
movimentos dos servidores do Judiciário Paulista, os grevistas levam à capital
brasileira suas reivindicações. E se por um lado há uma vitória de mobilização
da categoria, por outro se torna mais evidente o descaso crescente da Justiça
em São Paulo com seus funcionários e a premissa de estar acima de qualquer
controle do poder público.

 

Ainda sim, desde das 9h, os servidores se reuniram em frente
ao Senado Federal, de onde seguiram para o prédio do STF. O protesto se alongou
durante todo dia e trouxe atenção do centro Legislativo e Executivo do Brasil
para as causas da nossa categoria no exato dia em que a paralisação completou
98 dias.

 

Ao chegarem, os grevistas farão Assembléia Estadual, às 14h,
na Alesp. Após as deliberações da nossa categoria, haverá audiência pública no
auditório Franco Montoro, da Casa de Leis. O motivo da audiência é a discussão
da falta de transparência na condução das verbas do TJ/SP. Também estará em pauta
a implementação da CPI do Judiciário, que já conta com 20 assinaturas em apoio
a sua abertura.

 

 

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