Apesar do cansaço dos servidores do Judiciário Paulista, que estiveram em Brasília para a realização de um ato público na Esplanada dos Ministérios, a audiência pública da categoria na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) recebeu cerca de duas mil pessoas, que lotaram, nesta quarta-feira, 4, quatro plenários da Casa de Leis para acompanhar o debate sobre o direcionamento do TJ/SP quanto à greve da categoria, as recusas de negociações do poder público e as punições dirigidas aos funcionalismo do Judiciário.
A representatividade da audiência na Alesp ganhou outra conotação para os servidores, por anteceder os exatos 100 dias de paralisação da nossa categoria, completados hoje, quinta-feira, 5. Antes da audiência, a classe organizou sua Assembleia Estadual à frente do Palácio 9 de julho, na qual votaram, por unanimidade, a continuidade da greve.
Durante a sessão, presidida pelo deputado estadual Carlos Giannazi (PSOL) e que teve à mesa representantes das entidades de classe e o desembargador Willian Campos, da Comissão Legislativa do Tribunal de Justiça (TJ), as pautas principais foram o não pagamento das perdas inflacionárias e os descontos dos vencimentos dos servidores – maior do que o previsto no estatuto da categoria e sem que o dissídio coletivo tenha transitado e julgado.
Ainda que o espaço, designado ao debate público, tenha cumprido com a sua função, os servidores não obtiveram nenhuma proposta do TJ. O Poder Judiciário acenou possibilidade de uma conversa entre o presidente da Casa, Antonio Carlos Viana Santos, e uma comissão de parlamentares estaduais nesta semana. A iniciativa tem por objetivo viabilizar uma proposta que possa ser encaminhada ao Governo do Estado. Se aprovada, o teor do texto, que terá que cumprir as reivindicações sobre índice referente às datas-bases e acordo sobre descontos e faltas, será apresentado na praça João Mendes, na quarta-feira, 11, quando haverá a próxima assembleia Estadual da categoria.