
Discussões do PCCS avançam com nova reunião do Grupo de Trabalho
A próxima reunião deverá ocorrer na primeira semana de novembro.
05/09/2012
Emocionada, disse que sabia que o cargo seria incômodo. “Não tenho
limites, uso de toda a minha autoridade, com humildade, mas com empenho.
Foi o cargo mais maravilhoso que exerci nos 34 anos de magistratura.”
Para ela, a inspeção no TJ paulista foi o maior caso de sua gestão:
“Calcei as botas de soldado alemão, fiz uma inspeção, e todos viram o
que aconteceu. As coisas começaram a mudar em São Paulo. Parece que as
coisas destravaram. Saio com a consciência de dever cumprido”.
Em dois anos, ela enfrentou entidades de magistrados ao investigar bens
de juízes e falou em “bandidos de toga”: “Precisei usar a mídia e fazer a
população saber o que se passava no Judiciário”.
Ela ganhou uma placa do CNJ com homenagem do presidente do Supremo
Tribunal Federal, Ayres Britto -que disse que a ministra tem o “dom da
indignação”.
Na sessão, Calmon apresentou investigações sobre incompatibilidade
patrimonial de juízes, mas não conseguiu tratar do assassinato da juíza
Patrícia Acioli.
Acioli foi morta em 2011 com 21 tiros quando chegava à casa dela em
Niterói (RJ). A suspeita é que a morte tenha sido uma retaliação por sua
atuação contra milícias de policiais; 11 PMs foram denunciados por
participação no crime.

A próxima reunião deverá ocorrer na primeira semana de novembro.

Laureano, como era carinhosamente chamado, marcou sua trajetória pela alegria, energia e disposição em ajudar.







