
Opinião: Apatej 32 anos: a história continua sendo escrita
Artigo escrito pelo presidente Ednaldo Batista em homenagem aos 32 anos da Apatej
01/06/2009
por Sylvio Micelli / Assetj A Campanha Salarial dos Servidores do Judiciário ganha mais um capítulo para ampliar as discussões. O que deve dominar os debates nos próximos dias é a matéria publicada pelo jornal Folha de São Paulo dessa quinta-feira (28), no caderno Brasil, página A13. Sob o título “Greves de servidores desafiam governo Serra”, a jornalista Catia Seabra afirma que o Judiciário estadual estaria concedendo 6% de reposição salarial aos seus servidores. O texto reflete o movimento geral do funcionalismo cujas categorias encontram-se em campanha salarial e a opinião do governo de que as justas reivindicações dos servidores são de ordem político-partidária. Sobre o Judiciário, a jornalista escreve: “A tensão é acirrada por uma queda-de-braço entre governo e outros Poderes. Legislativo e Judiciário decidiram conceder reajuste de 6% aos funcionários. No caso do Judiciário, a conta irá para o governo. Dois projetos enviados pelo Judiciário à Assembleia exigem R$ 290 milhões adicionais do Estado. A equipe econômica se recusou a cobrir a despesa”. Se saiu, o TJ não sabe, o TJ não viu A diretoria de Imprensa da Associação dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (Assetj) entrou em contato com a assessoria de Imprensa do TJ paulista no final da tarde dessa quinta (28), que afirmou não ter conhecimento da matéria e muito menos saber da reposição. A assessoria informou que sabe da Campanha Salarial apenas pelo trabalho das entidades e pela grande quantidade de jornalistas que ligam todos os dias e do estado inteiro para saber se haverá greve. No caso do Legislativo, o assunto já foi solucionado. A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa concedeu, no último dia 20 de maio, a reposição de 6,4%. O ato foi publicado no Diário Oficial do dia seguinte. A Assetj tentou entrar em contato com a jornalista Cátia Seabra por telefone e e-mail, para confirmar a informação, mas até o fechamento desta matéria não houve retorno. CONFIRA A ÍNTEGRA DA MATÉRIA PUBLICADA NA FOLHA DE SÃO PAULO Greves de servidores desafiam governo Serra Secretário de Gestão diz que associações têm vínculos com o PT; sindicalistas reagem e atribuem paralisação à política salarial Queixando-se da falta de diálogo com o governo, os sindicatos dos servidores convocaram para amanhã greve por melhores salários CATIA SEABRA DA REPORTAGEM LOCAL Numa amostra do que o espera até as eleições, o governador de São Paulo e potencial candidato do PSDB à Presidência, José Serra, enfrenta a partir de amanhã manifestações do funcionalismo público. Queixando-se de falta de diálogo, sindicatos de servidores convocaram para amanhã uma paralisação por maiores salários. A convocação é geral, mas deve ter maior adesão dos professores. Atribuindo à crise as dificuldades para concessão de reajuste, integrantes do governo apostam no esvaziamento do protesto e enxergam inspiração política no movimento. A tensão é acirrada por uma queda-de-braço entre governo e outros Poderes. Legislativo e Judiciário decidiram conceder reajuste de 6% aos funcionários. No caso do Judiciário, a conta irá para o governo. Dois projetos enviados pelo Judiciário à Assembleia exigem R$ 290 milhões adicionais do Estado. A equipe econômica se recusou a cobrir a despesa. Porta-voz do governo, o secretário de Gestão, Sidney Beraldo, alega que foram atendidas demandas históricas, “tanto é que houve um aumento real de 14,2% da folha”. Beraldo reproduz discurso corrente no governo -o de que, dirigidos por filiados a partidos de oposição, sindicatos são instrumentos de luta política. “Não posso negar que tem um viés político-partidário e, em período eleitoral, sempre a tendência é esquentar os ânimos”, disse Beraldo, afirmando que “a grande maioria das entidades sindicais ligadas ao setor público tem tendências partidárias”, especialmente do PT, e contam com o apoio da CUT. Filiada ao PT, a presidente da Apeoesp (sindicato dos professores da rede de São Paulo), Maria Izabel Azevedo Noronha, reage: “Sou professora. Tenho clareza. O descontentamento é que foi me atraindo para a luta”, afirmou Maria Izabel, que reivindica destinação de R$ 7 bilhões ao reajuste. O presidente do conselho do funcionalismo, Carlos Ramiro Castro, critica a política salarial do governo, que, segundo ele, baseia-se em gratificações que não se incorporam aos salários: “Existem casos de servidores que recebem mais em gratificações do que no salário em si”. Em novo capítulo da disputa com o PT, Serra cobrou ontem de sua equipe o registro de imagens antes e depois de suas realizações. Na visita às obras da Etec (escola técnica) de Paraisópolis, lembrou que ali havia entulho e uma escola de lata, sugerindo ao secretário Geraldo Alckmin (Desenvolvimento) a exposição de uma foto de como era o lugar: “Já pedi exaustivamente. Tem que documentar o antes e o depois. Se não, perdem a memória”. Já em discurso, Serra disse que, a partir de sua gestão, os CEUs -marca da petista Marta Suplicy- ganharam maior capacidade e estão ainda mais bonitos e mais baratos. A pedido do PSDB, Serra terá aparição pública ao lado do governador Aécio Neves na semana que vem, no Paraná. Colaborou FERNANDO BARROS DE MELLO, da Reportagem Local

Artigo escrito pelo presidente Ednaldo Batista em homenagem aos 32 anos da Apatej

As visitas proporcionaram um espaço para que os servidores apresentassem sugestões, dúvidas e reivindicações.







