
Discussões do PCCS avançam com nova reunião do Grupo de Trabalho
A próxima reunião deverá ocorrer na primeira semana de novembro.
04/12/2013
O desembargador José Renato Nalini foi o eleito para presidir o Tribunal de Justiça de São Paulo, pelos próximos dois anos. Nalini teve 238 votos, contra 73 de Paulo Dimas de Bellis Mascaretti, segundo colocado.
“Agradeço a confiança e prometo muito trabalho na continuação dessa gestão, que foi revolucionária”, diz o presidente eleito.
A posse de Nalini, que substituirá o desembargador Ivan Satori, está marcada para o começo de janeiro.
José Renato Nalini tem mais de 30 anos de magistratura, e ingressou no TJ-SP em 2004, vindo do Tribunal de Alçada Criminal, onde atuou por 13 anos. Antes mesmo da abertura de prazo para a inscrição de candidatos aos cargos de direção, Nalini já sinalizava aos pares que pretendia disputar a sucessão de Sartori. Os outros candidatos só confirmaram sua participação na disputa perto do prazo final para as inscrições.
Em entrevista à revista Consultor Jurídico, Nalini colocou como plataformas de campanha continuar o dinamismo inaugurado em 2012/2013 e abrir novas frentes para tornar o ambiente interno ainda mais saudável e satisfeito, para que o destinatário da prestação jurisdicional também possa contar com uma Justiça operosa, eficiente, célere e segura. Ele defendeu também a especialização de varas, citando inclusive a experiência do TJ-SP, e a edição de súmulas desde que não sejam blindadas ou seja, passíveis de revisão.
Favorável à conciliação em cartórios, Nalini é autor do polêmico Provimento 17/2013, que instaurou a prática. Alegou que instaurou aquilo que as serventias extrajudiciais já fazem por dever de ofício. Um dos deveres do notário é justamente formalizar a vontade da parte. Se a vontade do cidadão for lavrar uma escritura de conciliação com seu adverso, é evidente que o tabelião não pode se recusar a tanto.
Ainda não era consenso a eleição de Nalini no primeiro escrutínio, apesar de ele ser apontado como favorito. O desembargador foi o principal crítico à reeleição de Sartori.
Vice-presidente
O desembargador Eros Picelli é novo vice-presidente da Corte paulista. Picelli recebeu 200 votos, contra 77 de Antonio Carlos Malheiros, segundo colocado.
“É uma honra para mim poder ocupar esse lugar. Espero corresponder à expectativa de todos”, diz Eros Picelli.
As eleições para os cargos de direção e cúpula do TJ aconteceram na manhã desta quarta-feira (4/12) no Palácio da Justiça. Votaram para os cargos de direção (presidente, vice-presidente e corregedor-geral) todos os desembargadores do TJSP há, atualmente, 356. A votação começou às 9 horas e foi até meio-dia.
Eleitos para os demais cargos:
Desembargador Elliot Akel é eleito corregedor-geral da Justiça. Ele teve 179 votos, contra 88 de Luis Antonio Ganzerla;
Desembargador Maia da Cunha é eleito o novo diretor da EPM. Sua chapa teve 169 votos, contra 99 da chapa de Decio Notarangeli;
Desembargador Ricardo Anafe é escolhido presidente da Seção de Direito Público;
Para a Seção de Direito Privado, o candidato único Artur Marques da Silva Filho é eleito presidente;
Para a Presidência da Seção de Direito Criminal foi eleito o desembargador Geraldo Francisco Pinheiro Franco.

A próxima reunião deverá ocorrer na primeira semana de novembro.

Laureano, como era carinhosamente chamado, marcou sua trajetória pela alegria, energia e disposição em ajudar.







