A falta de flexibilidade da comissão representativa do TJ-SP, formada pelo desembargador Willian Campos e os juízes auxiliares da presidência João Batista Morato e José Maria Câmara, na mesa de negociação aberta no Palácio da Justiça para a apresentação de conta-proposta às reivindicações encaminhadas pelas entidades do judiciário paulista, não deixou outra alternativa aos servidores do Estado de São Paulo senão a manutenção da greve e a tomada de ações mais incisivas para validar, definitivamente, aquilo que é nosso direito.
Em votação, durante a 11º assembleia que aconteceu na Praça João Mendes, na tarde de ontem, funcionários do judiciário decidiram por aumentar a pressão junto aos parlamentares da Casa de Leis de São Paulo para colher o número de assinaturas de deputados estaduais necessário para o encaminhamento de abertura de um Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), na Assembleia Legislativa (Alesp), que investigue as ações do TJ.
Além do ofício da CPI, outras ações somam-se à luta dos servidores e alimentam expectativas de acato às reivindicações da categoria. Uma representação contra o TJ-SP também foi encaminhada ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), cujo texto pedia pela apuração das informações reunidas pelas entidades do Judiciário, na qual figuram denúncia sobre falta de transparência na execução do orçamento, descumprimento na revisão dos vencimentos da categoria e corte de ponto pela paralisação.
Também foram determinados envio de ofício ao CNJ, requerendo urgência na realização de audiência pública na Alesp, e outro formalizando denúncia de mau uso do orçamento da instituição no Tribunal de Contas do Estado.