Manifestação pacífica de servidores é recebida com violência pela tropa de choque da PM

07/07/2010

 

Agressão e violência. Estas foram as “palavras de ordem” que marcaram a assembleia dos servidores do Judiciário na capital paulista nesta quarta-feira, 7.

A categoria sofreu ações de abuso de poder em dois momentos, quase que consecutivos, durante encontro na praça João Mendes. Após a participação, no Palácio da Justiça, de mesa de negociação junto aos desembargadores escolhidos pelo Tribunal para representar comissão do poder público, as entidades voltaram à praça com o “recuo” das propostas já apresentadas pelo TJSP, que não tinha sequer material para iniciar diálogo sobre as reivindicações levadas à cena durante o momento em que a greve foi deflagrada. 

Como se não bastasse, servidores foram agredidos deliberadamente pelos integrantes da tropa de choque da Polícia Militar (PM). Em represália ao ato de manifestação pacífica dos servidores do Judiciário, que buscavam acordo para transformar a realidade compartilhada pela nossa categoria, policiais militares lançaram bombas de efeito moral e gás de pimenta nos manifestantes, que paralisaram, inclusive, motoristas que circulavam no centro. Além destas armas, policiais do choque atingiram sete pessoas com balas de borracha.

O vice-presidente da Apatej, José Augusto Rosa, foi agredido com gás lacrimogêneo. O dirigente teve que ser socorrido por companheiros, mas passa bem no momento.

Por hora, gostaríamos de prestar nossa solidariedade àqueles que vivenciaram a agressão enquanto lutavam por nossos direitos. Amanhã traremos a este canal mais informações sobre o episódio e o posicionamento do TJ que alimentou a continuidade da paralisação.

 

WhatsApp Icon