
TJ-SP muda canais de atendimento da área de Gestão de Pessoas
O novo sistema está nos comunicados 104/2026 e 105/2026, publicados nesta segunda-feira.
20/11/2009
Em
1889, um ano após a assinatura da Lei Áurea e no início da República no
Brasil a situação dos negros brasileiros era assim: “Ao ex-escravo
restou os trabalhos da rua e da casa, os trabalhos braçais e mal
remunerados e que não exigiam qualificação educacional. Jogados à
margem da sociedade, permaneceram marginalizados da política e
excluídos da organização formal dos operários”, de acordo com a análise
de Antonio Ozaí da Silva, doutor pela USP, no estudo A representação do negro na política brasileira.
Cento e vinte um anos após o fim da escravidão, a vida dos negros em
geral e dos trabalhadores negros mudou apenas na possibilidade de
participação nos movimentos sociais e sindicais. De resto, estão
excluídos. Seja nas oportunidades de emprego, no acesso às
universidades, na remuneração por trabalho igual prestado por seus
colegas trabalhadores brancos.
É por isso que a União Geral dos Trabalhadores (UGT) tem a inclusão
social e educacional entre suas principais bandeiras. Os negros
ganharam a liberdade formal em 1888. Desde então, vivem uma farsa
social que se prolonga até hoje quando sabemos que são mantidos fora da
escola, fora dos bons empregos e fora dos cuidados mínimos de saúde
pública.
“Analisando a tendência por regiões, vê-se que em todas elas a
proporção de negros com escolaridade igual ou inferior ao ensino médio
incompleto se aproxima dos 50% ou supera esse percentual. Em Salvador,
47,9% dos negros têm até o ensino médio incompleto; no Distrito
Federal, 49,3%; no Recife, 55,4%; em Belo Horizonte, 57,2%; em São
Paulo, 60,3%; e em Porto Alegre, 64,9%. Já para os não-negros, a
parcela da população nas faixas até o ensino médio incompleto era bem
menor, variando de 21,3%, em Salvador a 46,9%, em Porto Alegre”,
confirma estudos do Dieese publicados em 2007.
Os negros brasileiros são também excluídos quando analisamos a
remuneração mensal. A Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE mostra
que o rendimento médio habitual dos trabalhadores negros ou pardos é de
R$ 847,71, ou seja, é praticamente a metade do que o dos brancos: R$
1.663,88.
E até quando a economia brasileira vai bem, a população negra amarga
exclusões. Aqui, embora a classe média tenha crescido em termos
relativos e absolutos, entre a população negra esse crescimento foi
significativamente menor.
Segundo dados do IPEA, a quantidade de negros pertencentes à classe média ainda é muito pequena. A classe média negra das capitais
brasileiras teve um crescimento relativo de 10% entre os anos de 1992 e
1999, chegando ao patamar de um terço da classe média brasileira.
Além destas dificuldades, fruto da exclusão social, os negros morrem
antes por que sofrem com condições perversas de saúde, segundo estudos
de Ana Kátia Costa, coordenadora do Comitê de Saúde da População Negra
do Ministério da Saúde. “Do nascimento à velhice, a situação da saúde
entre os negros é desigual e perversa. Ser negro é um determinante
social da condição de saúde”, afirma Ana Costa.
Segundo ela, os problemas começam com a mortalidade infantil ” que é
5 vezes maior entre as crianças negras que entre as brancas – passam
pela saúde da mulher grávida, que tem menos acesso ao pré-natal, e
pelos doentes mentais, que sofrem com preconceito ainda maior. E na
velhice os negros têm menos cuidados e menos acesso a remédios, por
exemplo.
A UGT insistirá em políticas públicas de inclusão, que nos obrigam a
oferecer Educação e Saúde adequadas às realidades enfrentadas pelas
populações negras. Com um monitoramento permanente sobre as
oportunidades oferecidas no mercado de trabalho e no acesso às
universidades.
Como já faz, por exemplo, o Sindicato dos Comerciários de São Paulo,
filiado à UGT, que fez constar em convenção coletiva que as lojas
paulistanas tenham em seus quadros funcionais pelo menos 20% de
trabalhadores de descendência afro-brasileira e a presença de 30% de
não-brancos nos quadros dos supermercados. Além de promover na semana
da Consciência Negra, o Seminário Nacional da Diversidade Humana, no
Rio de Janeiro. E isto ainda é pouco, podemos e devemos avançar mais!
Fonte: Conjur

O novo sistema está nos comunicados 104/2026 e 105/2026, publicados nesta segunda-feira.

O objetivo do encontro era tratar de pautas institucionais da categoria.







