PSDB pede a Alckmin melhor ”trato” a servidor

01/12/2010

Por Fabio
Leite

A bancada do PSDB na Assembleia Legislativa e os
deputados eleitos pelo partido cobraram do tucano Geraldo Alckmin uma
mudança de postura do próximo governo na relação com o
funcionalismo. O grupo acredita que os conflitos da gestão José
Serra/Alberto Goldman com professores e policiais civis, em especial,
foram o “calcanhar de Aquiles” da legenda na eleição de
outubro.

Em reunião de três horas na quinta-feira (25), os
tucanos pediram a Alckmin uma reaproximação com os servidores
estaduais, negociação com os sindicatos da categoria e uma política
de reajustes salariais e planos de carreira. A relação conflituosa
do governo Serra com setores do funcionalismo virou munição do PT
nas campanhas ao governo paulista e à Presidência.

“Ficou
muito claro nesta eleição o descontentamento do funcionalismo. Isso
prejudicou o partido porque respingou em algumas candidaturas
proporcionais e afetou a presidencial”, afirmou a tucana Maria
Lúcia Amary, que se reelegeu. “Falamos para o governador se
empenhar mais para estreitar o relacionamento com o funcionalismo.
Sair na frente para evitar greves”, emendou o deputado reeleito
Celino Cardoso.

O
primeiro teste de Alckmin será com servidores do Judiciário
paulista, que ameaçam nova greve por reajuste – a categoria parou
por mais de 120 dias este ano. Para atender a demanda, o Tribunal de
Justiça pediu ao governo um orçamento de R$ 12 bilhões para 2011,
mas Goldman reservou R$ 5,6 bilhões.

Segundo
outro tucano, os deputados também criticaram a condução do
diretório estadual do partido, sob comando do deputado federal
Mendes Thame. “O partido está totalmente desorganizado,
desarticulado. Foram feitas alianças em 2008, por exemplo, que não
se cumpriram”, disse. Para um correligionário, é a vez de um
deputado estadual assumir a direção da sigla. “Sempre há um
rodízio”. A eleição é no início de 2011.

Segundo
momento

Ontem, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) se reuniu com a
bancada estadual da sigla e sinalizou que deixará o partido até
fevereiro. Como resposta, ouviu que os atuais 12 parlamentares devem
acompanhá-lo – possivelmente para o PMDB -, mas em um “segundo
momento”.

Fonte: Jornal da Tarde (São Paulo)

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