
TJ-SP muda canais de atendimento da área de Gestão de Pessoas
O novo sistema está nos comunicados 104/2026 e 105/2026, publicados nesta segunda-feira.
10/06/2010
Por mais uma semana, os
Servidores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo votaram
por manter a greve iniciada em 28 de abril. A decisão novamente foi
unânime entre os mais de 6 mil presentes na sétima Assembleia
Geral que aconteceu na última quarta-feira (09) na Praça João
Mendes, na Capital.
Era início de tarde
quando ocorreu a reunião entre o presidente da Comissão Salarial do
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, desembargador Antonio
Carlos Malheiros e os representantes das Entidades. O encontro teve a
participação de servidores e dos juizes auxiliares da presidência
do TJ, José Maria Câmara Júnior e Richard Francisco Chequini.
O desembargador afirmou
que, em conversa havida com a Comissão de Orçamento do TJ ocorrida
na última segunda-feira (08), não foi apresentado nenhuma proposta
ou índice de reposição salarial da categoria. Malheiros afirmou
ainda que iria à sessão do Órgão Especial, colegiado formado
pelos 25 mais antigos desembargadores do Tribunal, para defender a
extinção da punição imposta aos servidores grevistas.
A defesa feita pelo
desembargador Malheiros ocorreu no mesmo horário da Assembleia Geral
da categoria que ficou aguardando o resultado. O Tribunal por 19
votos a 5 e uma abstenção, manteve as punições aos servidores
grevistas e afirmaram que só voltariam a negociar com a categoria
caso a greve seja paralisada.
Mantida a punição e
nenhuma outra proposta por parte do TJ, mais de 6 mil servidores
presentes a Praça João Mendes votaram pela continuidade da greve.
Além desta votação foi aprovada a proposta de analisar, do ponto
de vista jurídico, o pedido de impeachment (destituição do cargo)
do desembargador Antonio Carlos Viana Santos, presidente do Tribunal
de Justiça do Estado de São Paulo.
O presidente da APATEJ,
Antonio Grandi Filho, (Toninho) esteve presente a sétima assembleia
e dentro da situação atual da greve onde muitos trabalhadores se
encontravam indignados com as decisões do TJ afirmou: “Agora é a
hora de termos calma e agirmos com sabedoria o que eles querem é que
nós percamos nossa a razão. Esse momento é de união.”
Deve-se sempre destacar
que a principal reivindicação dos Servidores do Judiciário é a
reposição total das perdas salariais num montante de 20,16%
advindos do descumprimento das datas-base de 2009 e 2010 por parte do
TJ. O índice também contempla um residual da data-base de 2008, que
também não foi paga. A reposição salarial anual é um mandamento
constitucional (Artigo 37, X da CF).
A Praça ainda votou,
por maioria, pela realização da próxima Assembleia Geral no dia 16
de junho, quarta-feira, às 14 horas na Praça João Mendes. A
assembleia terminou com uma vigília de servidores na Praça João
Mendes que ainda permanecem acampados no local.
QUEM VOTOU CONTRA A
SUSPENSÃO DAS PUNIÇÕES AOS GREVISTAS
Antonio Carlos Viana
Santos, Marco César Müller Valente, Antonio Carlos Munhoz Soares,
Celso Luiz Limongi, Antonio Luiz Reis Kuntz, Antonio Augusto Corrêa
Vianna, Walter de Almeida Guilherme, Laerte José Castro Sampaio,
Alceu Penteado Navarro, José Luís Palma Bisson, Armando Sérgio
Prado de Toledo, Mário Devienne Ferraz, José Santana, José
Reynaldo Peixoto de Souza, José Roberto Bedran, Maurício da Costa
Carvalho Vidigal, Eros Piceli, Artur Marques da Silva Filho e Carlos
Eduardo Cauduro Padin
QUEM VOTOU A FAVOR
DA SUSPENSÃO DAS PUNIÇÕES AOS GREVISTAS
Ivan Ricardo Garisio
Sartori, Carlos Alberto De Sousa Lima, Carlos Paulo Travain, José
Geraldo Barreto Fonseca e Marcio Marcondes Machado
ABSTENÇÃO
Luiz Elias Tâmbara
AGENDE-SE
Quarta – 16 de junho –
14 horas – Assembleia Geral Estadual dos Servidores do TJ-SP na Praça
João Mendes

O novo sistema está nos comunicados 104/2026 e 105/2026, publicados nesta segunda-feira.

O objetivo do encontro era tratar de pautas institucionais da categoria.







