
TJ-SP muda canais de atendimento da área de Gestão de Pessoas
O novo sistema está nos comunicados 104/2026 e 105/2026, publicados nesta segunda-feira.
25/08/2010
A assembleia estadual desta quarta-feira, 25, reuniu servidores do Judiciário paulista em torno da luta que a categoria mantém há 120 dias. A greve deflagrada pelo funcionalismo, que reivindica o cumprimento das datas-base dos dois últimos anos, sem contar 2010, teve a sua manutenção deliberada pelos servidores, na praça João Mendes, sob gritos de “Viana a culpa é sua, a greve continua”.
Ainda que nenhuma reunião com a comissão negociadora do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ/SP) tenha sido marcada com os dirigentes das entiddes representativas da categoria, e a prevista para a terça-feira, 24, tenha sido desmaracada, ambas com a argumentação de que não havia informações sobre proposta de índice a ser apresentada aos grevistas, novidades marcaram o encontro de cerca de três mil servidores na Capital paulista. Após o descaso do TJ na penúltima assembleia, quando fez os manifestantes aguardarem até às 19h20 por um posicionamento da Casa mediate o término da reunião entre o presidente do Palácio da Justiça, Antonio Carlos Viana Santos e o governador Alberto Goldman (PSDB) – na qual Viana pediu ao Estado suplementação de verba para quitar suas dívidas -, dirigentes das entidades realizaram, junto os servidores, manifestações por todo o Estado, ao longo da semana, e obtiveram êxito em diferentes regiões.
Na região Metropolitana Oeste, o índice de adesão ao movimento aumentou, chegando a 100% no Fórum de Osasco.”Conseguimos, depois de ações pontuais na região, aumentar a adesão à greve em diferentes municípios, como Carapicuíba, Itapevi, Barueri e Osasco, que parou por completo. Mostramos àqueles que se mantiveram no trabalho que aquilo em que eles acreditaram ser uma melhora substancial em suas carreiras, o Plano de Cargos e Carreiras aprovado há pouco pela Assembleia Legislativa, não passava de mais um engodo. Muitos holerites mostraram este resultado, cerca de R$ 2 a R$ 10 a mais no mês, dependendo do cargo ocupado,e evidenciaram a nossa bandeira, o cumprimento da justiça pela Justiça”, explicou Antonio Grandi, presidente da Associação Paulista dos Técnicos do Judiciário (Apatej).
Além dos informes sobre as adesões ao movimento, os representantes das entidades trouxeram a notícia de que apesar da Ação de Dissídio Coletivo por Greve da categoria estar na pauta do Pleno nesta quarta-feira, ela não foi votada, apenas o agravo regimental, impetrado pelo Sindicato e anexo ao dissídio, é que foi julgado e a punição de multa de R$ 100 mil por dia de paralisação mantida. Sobre o dissídio, impetrado pelas entidades no início da greve, o Pleno decidiu pela mudança do relator. Sob as análises do desembargador Elliot Akel, que até hoje, com quatro meses de greve encaminhou o processo com extrema morosidade, o dissídio passará para a relatoria de outro desembargador, Samuel Alves de Melo Júnior.
Durante a assembleia estadual da categoria, o novo relator chamou os advogados das associações e entidades para uma audiência de conciliação, na qual seria sugerido a devolução dos dias parados, mutirão e a inserção das datas-bases de 2008, 2009 e 2010 no orçamento do próximo ano. Foi decidido pela categoria o aguardo da apresentação de uma proposta com um real comprometimento do Órgão, que deverá acontecer ainda nesta semana, a ser discutida na próxima reunião do comando da greve, na próxima quarta-feira, 1º de setembro, às 9h, no Lega Italica.

O novo sistema está nos comunicados 104/2026 e 105/2026, publicados nesta segunda-feira.

O objetivo do encontro era tratar de pautas institucionais da categoria.







