Servidores do judiciário entram em greve a partir do dia 28

14/04/2010

Apatej/RD

Nesta quarta-feira, 14,
os servidores do Judiciário paulista reuniram-se na Assembleia Geral
da categoria realizada na Praça João Mendes, centro de São Paulo e
deflagaram pela greve que terá início dia 28 de abril. Cerca de 3
mil pessoas participaram do ato de protesto em frente ao Fórum João
Mendes, caracterizados com nariz de palhaço e utilizando apitos,
matracas, faixas e panfletos para demonstrar sua indignação.
Representantes de diversas comarcas de todo o Estado de São Paulo
participaram do ato. Muitos fóruns no interior e litoral paralisaram
suas atividades enquanto ocorria a Assembleia.

De acordo com o
presidente da Associação Paulista dos Técnicos Judiciário
(Apatej) Antonio Grandi, a opção dos servidores pela greve é
resultado da falta de negociação por parte do Tribunal de Justiça
do Estado de São Paulo que têm se mostrado inflexível no
atendimento das reivindicações da categoria, principalmente no que
tange as perdas salariais acumuladas.

Segundo o presidente da
Apatej, a data-base categoria vencida 1 de março de 2009 somava
14,69% e no período de março 2009 a fevereiro de 2010 o índice é
de 4,31%, ou seja, a defasagem salarial chega a 20%.  “O servidor do
judiciário está há dois anos sem reposição de suas perdas
salariais, enquanto os juízes além de terem o salário regularizado
recebem muitos privilégios e bonificações por cumprirem metas do
judiciário com o “suor” do funcionário público. Não é justo
que cerca de 2 mil magistrados consumam mais de 50% do orçamento em
detrimento de mais de 43 mil servidores”, afirma.

Grandi ressalta que a
Campanha Salarial Unificada de 2010 preocupa-se também com as
condições de trabalho para os funcionários dos fóruns.”Não
adianta abrir novas varas na justiça se não existe o respectivo
aumento do número de funcionários. Hoje as varas estão
superlotadas de processos, algumas guardam documentos até em
banheiros. O déficit de funcionários chega a 15 mil servidores, o
que é um absurdo!”, destaca.

O presidente da Apatej
afirma que nos cartórios há problemas como assédio moral e faltam
condições de trabalho que acaba refletindo no atendimento à
população. “Nessa campanha também entregaremos uma carta aberta
à população, para que ela fique informada quanto as reais
condições de trabalho no serviço judiciário do Estado de São
Paulo e as consequências que isto representa para toda sociedade”,
finaliza.

Uma
nova Assembleia Geral da Categoria será realizada no dia 28 de abril
no mesmo local (praça João Mendes).
Após a assembleia
alguns servidores permanecem no centro de São Paulo, em frente ao
Palácio da Justiça, em vígilia para protestar contra os atos do
Tribunal de Justiça.

A assembleia desta quarta, 14, também
aprovou a formação de comissões nos prédios das comarcas que irão
auxiliar as entidades. A reunião preparatória destas comissões
ocorre no próximo dia 21 de abril , às 14 horas, na  Rua  Conselheiro Furtado, 93 – 1º
andar, Centro da Capital

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