Tentativa de limpar a imagem do judiciário marca a posse de Ivan Sartori

09/02/2012

Por Camila Marques

Uma tentativa de limpar a imagem desgastada do
judiciário. Assim foi a sessão de abertura do ano judiciário e
cerimônia solene de posse do Conselho Superior da Magistratura,
realizada nesta segunda-feira, 06 de fevereiro, no Salão dos Passos
Perdidos do Palácio da Justiça, na Capital.

Reunindo figuras políticas, eclesiásticas e
nomes de peso da magistratura, a solenidade teve discursos dos mais
variados no intuito de mostrar à imprensa – que nos últimos tempos
vem noticiando os escândalos da Corte Paulista sobre pagamentos
privilegiados a juízes e a falta de transparência no Tribunal de
Justiça – o esforço empregado pelos membros do alto escalão do
Judiciário, mesmo trabalhando com verbas reduzidas, para prestar um
serviço de qualidade aos cidadãos.

Do entardecer ao cair da noite, muito se falou,
mas tudo pouco convincente. De frases visando provar a seriedade da
justiça, como “somos sentinelas da moralidade e da ética
preocupados em dar a cada um o que é seu”, a negativas do
desconforto criado com as recentes denúncias, no estilo “não
estamos diante de uma crise, ao contrário do que tentam apresentar”.

No discurso do recém empossado Ivan Sartori, nada
de proveitoso, ao menos para os servidores, que sequer foram citados,
bem como as polêmicas notícias acerca dos pagamentos duvidosos no
TJ, que igualmente foi suprimido.

Reunião e sala dos servidores

Ao final da
solenidade, enquanto o Conselho da Magistratura recebia cumprimentos
e Ivan Sartori se encontrava com a imprensa, a Assojubs, a AASPTJ-SP
e a Apatej tentaram falar com Rodrigo Capez, juiz assessor da
presidência e integrante da Comissão Salarial.

Como o encontro com Capez não foi possível, pois
o mesmo se ausentou após o encerramento da solenidade, Alexandre dos
Santos, Elisabete Borgiani e Mario José Mariano falaram com
Guilherme Macedo Soares, que também é juiz assessor da Presidência.

Ao detalhar algumas situações de servidores e
indagar sobre a gestão que se inicia, os representantes das
entidades ouviram do juiz que uma “sala dos servidores”
está sendo desenvolvida para criar um canal direto entre os
trabalhadores e o presidente.

Segundo Soares, Sartori quer estar por dentro das
demandas que afligem os servidores e tal canal servirá para fazer
essa ligação. Apesar da informação, nada foi implementado, pois a
criação da “sala dos servidores” não foi publicada do
Diário de Justiça Eletrônico.

Sobre o pedido de reunião das entidades, o juiz
assessor disse que o encontro está para ser agendado.

Fonte: Assessoria de Imprensa / Assojubs

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