Mais uma vez a reunião com a comissão representativa do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ/SP), nesta quarta-feira, 21, foi inócua e não teve o desfecho que respondesse positivamente às reivindicações dos servidores do judiciário.
Respeitando a mesma postura adotada pelo TJ até então, com exceção de um ponto abordado no encontro entre o comando da greve e os representantes da Casa, as propostas apresentadas à categoria foram as mesmas até agora noticiadas pela Associação Paulista dos Técnicos do Judiciário (Apatej).
Além do envio de projeto de lei à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), para votação do índice de 4,77%, de possível resolução que gratifique os servidores na chegada da verba de suplementação anual, e da “vontade” de inserir as data-bases devidas no orçamento de 2011, o desembargador Fábio Gouvêa, membro da Comissão do Orçamento do TJ, sinalizou “flexibilização” para os descontos das nossas folhas de pagamento deste mês, ou seja, ao invés de dez (10), descontar cinco (5) ou três (3) dias.
A questão trouxe grande desconforto às entidades presentes por ser pauta de reunião com o TJ na qual não houve entendimento, ainda, de que o que nossa categoria pede é respeito pela Lei e seu cumprimento. “Como vocês podem falar de flexibilização dos descontos quando nós estamos brigando por reposição salarial, sofremos um corte no salário de 30% e não temos nenhuma definição do TJ de quando será pago aquilo que é nosso direito?” indignou-se o presidente da Apatej, Antonio Grandi.
Presentes também à reunião, os desembargadores Antonio Carlos Malheiros, Samuel Alves de Melo Júnior e Willian Campos, da Comissão Legislativa do Tribunal de Justiça (TJ), afirmaram levar ao Pleno, após encontro com as entidades, as propostas da categoria, que oferecia suporte de alternativas para apresentação de índice e reposição dos dias não trabalhados.
Já na praça João Mendes, a categoria foi informada pelas entidades que dos 22 desembargadores que integraram a plenária, apenas quatro (4), incluindo o desembargador Samuel Alves de Melo Júnior, votaram à favor das reivindicações dos servidores.
A mesa de negociações se revelou, novamente, espaço para monólogos. Sem contra-propostas e apenas com um pedido de desfecho para a greve, os servidores votaram, por unanimidade, pela continuação da greve. O movimento caminha para o recorde de paralisação de servidores públicos no Estado, marcando nova assembleia para a próxima quarta-feira, quando completa exatos três meses, ou seja, 92 dias em greve.
Assembleia
Foram votados também pela categoria realização de Audiência Pública na Alesp, na primeira semana do retorno do recesso dos parlamentares, no dia 4 de agosto, às 16h30, para que assinaturas sejam colhidas para formalizar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Judiciário, e para que sejam realizados abaixo assinados junto à advogados que apoiem a nossa causa, como o elaborado em Assembleia Regional de Santos, em repúdio ao TJ/SP.
AGENDE-SE
Assembleia geral
Local: Praça João Mendes, Centro – SP
Data: 28 de julho
Horário: 14h