TJ-SP alerta para riscos de golpes utilizando seu nome e de empresas

15/09/2022

O TJ-SP publicou em seu site no último dia 10 de setembro um alerta sobre golpes que vem sendo aplicados por quadrilhas especializadas.

Segundo o Tribunal, essas quadrilhas costumam utilizar o nome, logotipo e/ou informações de empresas, escritórios de advocacia, bancos e instituições públicas, como o próprio Tribunal de Justiça de São Paulo.

Boletim de ocorrência

As tentativas de golpes se dão, segundo o TJ-SP, através de telefonemas, mensagens por aplicativo, cartas ou mesmo com a criação de falsos sites de leilões.

“Não caia nessa! Fique atento às orientações. Se a fraude já foi consumada, é importante registrar boletim de ocorrência em uma delegacia, para que as autoridades policiais possam investigar o caso”, destaca o Tribunal.

“Para confirmar informações de documentos ou outras formas de contato do Judiciário paulista, ligue apenas para os telefones das unidades cartorárias disponíveis no site do TJ-SP” continua.

Tentativa de golpe

Um caso recente de tentativa de golpe foi registrado pela Apatej. Um suposto escritório de advocacia estava se reportando aos associados como que por orientação da responsável pelo nosso departamento jurídico, Gonçala Clemente.

Salientamos que ninguém, nenhuma outra entidade, empresa ou escritório de advocacia fala pela Apatej.

Não forneça dados pessoais, informações bancárias ou faça qualquer pagamento. Para qualquer dúvida a orientação é procurar a Apatej pelos canais oficias que estão no site.

VEJA OS ALERTAS DO TJ-SP SOBRE GOLPES:

Telefonemas e mensagens

Atenção! O TJ-SP não comunica ajuizamento de ações ou supostas liberações de créditos por telefone ou whatsapp e não solicita o pagamento de qualquer quantia. Processos e intimações devem sempre ser consultados diretamente no site do Tribunal. Um dos golpes aplicados por criminosos é o da falsa conciliação.

Alguém que se passa por funcionário de fórum telefona e afirma que determinada empresa está com uma ação pronta para dar entrada, mas que pode ser feito um acordo. Se a vítima afirma que aceita o ajuste, a ligação é transferida para um suposto advogado, que informa opções de pagamento e envia boleto por e-mail.

 Precatórios

Pessoas que têm precatórios a receber são muito visadas pelos golpistas. Saiba que o Tribunal de Justiça não solicita depósitos e nem adiantamentos de taxas, custas processuais ou impostos para o recebimento de valores. O credor não precisa depositar nada.

Não há possibilidade de adiantamento, a ordem de pagamento é cronológica e determinada pela Constituição Federal. Também não são expedidos ofícios solicitando contato telefônico. Caso perceba algo  suspeito procure seu advogado (de preferência aquele que ganhou a causa para você).

Constatando a tentativa de golpe, registre ocorrência na Polícia Civil. Quanto mais informações, melhor para a investigação.

Cartas e e-mails 

Os criminosos também enviam, por exemplo, falsos ofícios com informações sobre sentenças favoráveis, solicitando depósitos de custas ou outras taxas para posterior levantamento do dinheiro.

As comunicações têm o logotipo do TJ-SP ou de outros órgãos oficiais e, até mesmo, o nome de funcionários ou magistrados que realmente trabalham nas unidades judiciárias, mas nada têm a ver com as fraudes.

Em geral, constam nas correspondências supostos telefones das unidades cartorárias. Ao ligar para os números indicados, a quadrilha atende como se realmente fosse da vara indicada – por exemplo, 5ª Vara Cível, Vara de Falências, 4º Ofício da Fazenda Pública, Vara das Execuções contra Fazenda etc.

Em geral, o fraudador atende e informa que deve ser feito pagamento para que a vítima receba o benefício. Confira sempre os telefones e e-mails corretos das varas.

Links

A propagação de golpes por meios eletrônicos está cada vez mais frequente. Qualquer pessoa corre o risco de receber, por exemplo, mensagens de texto ou por aplicativos ou, ainda, e-mails com vírus, que capturam senhas e dados pessoais do computador.

Uma prática comum é o chamado phishing – os criminosos usam o nome de empresas, bancos ou instituições públicas com textos que exploram a curiosidade da pessoa, para que ela clique em um link ou anexos.

Quando isso ocorre, pegam os dados pessoais ou induzem a vítima a realizar um cadastro, fornecendo informações, dados bancários etc. Fique atento e não acesse mensagens suspeitas.