Apatej lança pesquisa sobre o plano de saúde compulsório anunciado pelo TJ-SP

21/05/2019

Na última sexta-feira, 17, durante Assembleia Geral da categoria, os servidores do judiciário paulista presentes ao ato foram unânimes em dizer que não concordam com o plano de saúde compulsório anunciado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).

E para ouvir também os servidores que não puderam comparecer à Assembleia a Apatej está lançando uma pesquisa. A ideia é utilizar as opiniões para formular propostas e levá-las à presidência do TJ-SP.

Hoje os servidores recebem um auxílio-saúde que é pago em dinheiro no valor de R$ 336. A ideia da direção da corte é tirá-lo dos servidores ativos e fornecer um plano de saúde básico que custará R$ 500 por trabalhador.

Para os servidores ouvidos pela equipe da Apatej a mudança será ruim.

Isso porque em muitas cidades não há rede credenciada e o atendimento é feito por hospitais públicos e Santas Casas. “Teremos um plano de saúde que não servirá para nada”, diz um servidor de Miracatu, no Vale do Ribeira.

Em outros casos, os servidores são dependentes de cônjuges e filhos em planos de saúde e usam o dinheiro do auxílio-saúde do TJ-SP para custear despesas com remédios, por exemplo.

Por fim, há aqueles que têm planos de saúde particulares há anos e usam os R$ 336 para ajudar a complementar o pagamento. “Neste caso terei que abrir mão do plano de saúde de minha confiança e que eu tenho há anos para aderir a outro que eu sequer sei qual é”, explica uma servidora de Osasco que preferiu não se identificar.

O presidente da Apatej, Mario José Mariano, o Marinho, destaca que se o TJ dispõe de R$ 500 por servidor para contratar um plano de saúde, é melhor que esse valor seja pago aos trabalhadores.  “Tirar o auxílio em dinheiro e impor um plano de saúde tira do servidor a autonomia de escolher a melhor opção de acordo com a sua necessidade”, diz.

“As pessoas vivem realidades diferentes umas das outras e em regiões completamente diversas. Tudo isso precisa ser levado em consideração”, finaliza.

Para acessar a pesquisa e dar sua opinião sobre o tema é só clicar AQUI.

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