Apatej participa de atos no litoral contra a reforma da previdência

01/02/2017

Nesta terça e quarta-feira, 31/1 e 1/2, a Apatej, representada pelo presidente Mário José Mariano (Marinho) e tesoureiro, Marcos Leite Penteado, Assojuris, na pessoa do diretor Carlos Alberto Marcos (Alemão), e Assojubs, representada pelo presidente e coordenador da Sintrajus, Michel Lorio Gonçalves, lideraram atos em São Vicente, Praia Grande e Cubatão, na Baixada Santista, contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 287/2016, que trata da reforma da previdência, em tramitação na Câmara Federal, que retira direitos dos trabalhadores e dificulta a conquista da aposentadoria.

Além de líderes das entidades, as mobilizações, que também discutiram as principais reivindicações da Campanha Salarial deste ano da categoria, entre elas, cumprimento da data-base e conquista de reposição de atrasados, reuniram servidores das comarcas da região e contaram com a participação do deputado estadual Carlos Giannazi, que defende os direitos da categoria na Alesp.

São Vicente

No ato em São Vicente, o tesoureiro da Apatej enfatizou que a população precisa se unir e se mobilizar contra a aprovação da proposta. “A população está adormecida e não pode acreditar nessas falácias do governo. Déficit é uma ova, dinheiro tem e precisa ser usado na previdência!”, destacou.


Representantes da Apatej com outras entidades do Judiciário

O deputado Giannazi também criticou o governo do estado que privilegia os empresários, os beneficiando com isenções fiscais, em detrimento da população. “Neste ano, do orçamento total do estado de R$ 206 bilhões, R$ 14 bilhões foram transferidos para vários setores do mercado. Isto é um absurdo! Não existe crise e toda essa verba deveria ser investida nos setores sociais e no funcionalismo!”, denunciou.


Deputado Carlos Giannazi durante discurso no ato


Presidente Marinho e deputado Giannazi conversam na mobilização


Entidades e servidores reunidos contra o PLP 287 e em defesa dos interesses da Campanha Salarial 2017

Confira mais fotos do ato aqui.

Praia Grande e Cubatão

Na quarta-feira, dia 1/2, o presidente da Apatej representou a entidade nas mobilizações realizadas na Praia Grande e Cubatão. Durante discurso, Marinho ressaltou que a proposta do governo de Michel Temer prejudica todas as famílias brasileiras, principalmente a mulher que terá que contribuir a mais para a previdência social.

“A mulher já assume uma dupla jornada de trabalho, por isso a idade mínima e o tempo de contribuição para a previdência exigidos são menores que do homem. Agora, o governo visa retirar esse direito histórico da mulher brasileira. Nunca vi tantos direitos sendo atacados e, infelizmente, não vêm acontecendo mobilizações fortes a nível nacional contra esta reforma como aquelas contra o aumento de 20 centavos nas passagens de ônibus há uns anos atrás”, destacou.


Presidente da Apatej na mobilização – Crédito: Camila Marques

Entidades e servidores em frente ao Fórum da Praia Grande
Mobilização em Cubatão

Confira outras fotos dos atos em Praia Grande e Cubatão aqui.

Conheça os principais pontos da PEC que prejudicam os servidores

– Unifica as regras do RGPS (Regime Geral da Previdência Social) e do RPPS (Regime Próprio da Previdência  Social), prejudicando os servidores públicos em vários aspectos;
– Padroniza a idade mínima de 65 anos para homens e mulheres poderem se aposentar;
– A contribuição mínima para o regime previdenciário passa a ser de 25 anos, antes era 15, com direito a somente 76% da aposentadoria;
– 10 anos de efetivo exercício no serviço público mais cinco anos de cargo;
– O texto da reforma se aplica a homens com menos de 50 anos e mulheres com menos de 45 anos, e ignora todas as suas contribuições efetuadas durante a vida profissional;
– Já, os homens com mais de 50 anos e as mulheres com mais de 45 anos deverão cumprir uma regra de transição, comprovando o cumprimento de pedágio de 50% do tempo restante que faltava para se aposentarem com paridade e integralidade;
– Para conquistar a tão sonhada aposentadoria integral, será preciso trabalhar ao longo de 49 anos. A vida toda!;
– Proibição de acúmulo de pensão e aposentadoria.
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