Aposentadoria dos mais pobres está mais ameaçada pela Reforma da Previdência

07/06/2017

 

Segundo estudo realizado pelos economistas Marcelo Medeiros e Rodrigo Coelho, a exigência de, no mínimo, 25 anos de contribuição, como prevê a Reforma da Previdência, vai dificultar a aposentadoria dos mais pobres. Apenas 58% dos homens e 41% das mulheres vão conseguir acumular, aos 65 anos, o tempo estabelecido pelas novas regras.
Os economistas ressaltam que a redução para 62 anos de idade mínima no caso das mulheres, não muda a realidade das trabalhadoras, visto que as mulheres não conseguiriam aos 65 anos contribuir por 25 anos, isso muito menos ocorreria aos 62.
Dentro do cenário pesquisado, são as pessoas com menor escolaridade (as mais pobres) as mais afetadas pelo tempo mínimo de contribuição exigido. Além disso, as mulheres serão especialmente afetadas, pois pouco mais da metade das que compõem o grupo de baixa escolaridade (que reúne das que concluíram o ensino fundamental às que concluíram o ensino médio) terá dificuldades para se aposentar. O número tende a zero, no entanto, entre as que, em sua maioria, nem sequer concluíram o ensino fundamental. A exigência de 25 anos de contribuição também atingiria os homens, mas de modo menos agressivo. No caso dos trabalhadores de baixa escolaridade, 87% se aposentariam.
“Esta é uma Reforma covarde com todos brasileiros, mas, principalmente, com os mais pobres. Se aprovada, a Reforma coloca em extinção um dos benefícios mais importantes para os trabalhadores. Quem terá saúde ou tempo de vida para trabalhar por tantos anos? Por isso, vamos continuar nos mobilizando para frear a tramitação desse ataque a nós”, concluiu o presidente da Apatej Mário José Mariano, o Marinho.

 

Segundo estudo realizado pelos economistas Marcelo Medeiros e Rodrigo Coelho, a exigência de, no mínimo, 25 anos de contribuição, como prevê a Reforma da Previdência, vai dificultar a aposentadoria dos mais pobres. Apenas 58% dos homens e 41% das mulheres vão conseguir acumular, aos 65 anos, o tempo estabelecido pelas novas regras.

Os economistas ressaltam que a redução para 62 anos de idade mínima no caso das mulheres, não muda a realidade das trabalhadoras, visto que as mulheres não conseguiriam aos 65 anos contribuir por 25 anos, isso muito menos ocorreria aos 62.

Dentro do cenário pesquisado, são as pessoas com menor escolaridade (as mais pobres) as mais afetadas pelo tempo mínimo de contribuição exigido. Além disso, as mulheres serão especialmente afetadas, pois pouco mais da metade das que compõem o grupo de baixa escolaridade (que reúne das que concluíram o ensino fundamental às que concluíram o ensino médio) terá dificuldades para se aposentar. O número tende a zero, no entanto, entre as que, em sua maioria, nem sequer concluíram o ensino fundamental. A exigência de 25 anos de contribuição também atingiria os homens, mas de modo menos agressivo. No caso dos trabalhadores de baixa escolaridade, 87% se aposentariam.

“Esta é uma Reforma covarde com todos brasileiros, mas, principalmente, com os mais pobres. Se aprovada, a Reforma coloca em extinção um dos benefícios mais importantes para os trabalhadores. Quem terá saúde ou tempo de vida para trabalhar por tantos anos? Por isso, vamos continuar nos mobilizando para frear a tramitação desse ataque a nós”, concluiu o presidente da Apatej Mário José Mariano, o Marinho.

 

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