A urgência dos tempos modernos cada vez mais exige mais agilidade na realização de todas as tarefas. No trabalho a cobrança é ainda maior. Mas é preciso ficar atento para que os chefes não ultrapassem limites e abusem de sua autoridade assediando moralmente seus subalternos.
Como exemplos destes abusos podemos citar quando um juiz, diretor,ou chefe pressiona o funcionário que está de licença para voltar a trabalhar, insinuando que o mesmo já está bem, e que só está com malandragem. Ou ainda quando o chefe exige que o funcionário fique depois do horário ou trabalhe no final de semana. As ameaças de processos administrativos contra o funcionário para forçá-lo a cumprir funções que não são de sua competência também são consideradas assédio moral.
Muitos casos de assédio moral no trabalho são identificados no serviço público, como relata Dra Gonçala Clemente, coordenadora do departamento jurídico da Apatej.
“Os servidores do judiciário vivem em constante pressão para cumprir metas e prazos, sendo cada vez mais exigidos por seus superiores. Essa cobrança muitas vezes desumana, resulta em stress e outros danos à saúde física e mental do funcionário”, destaca Dra. Gonçala.
Definição – Assédio moral é todo o comportamento abusivo (gesto, palavra e atitude) que ameaça, por sua repetição, a integridade física ou psíquica de uma pessoa, degradando o ambiente de trabalho. É a exposição dos trabalhadores a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções.
A coordenadora destaca que pode-se identificar o assédio ao perceber excessos do chefe.
“Quando o chefe ultrapassa o limite dando instruções confusas e imprecisas, que ocasiona bloqueio no andamento do trabalho do servidor; atribui ao subordinado erros imaginários; ignora a presença do funcionário na frente dos outros; tenta forçá-lo a mudar de posto de trabalho; impõe horários injustificados; todos estes ítens são características de assédio moral”, orienta a advogada.
Denúncia – Por medo ou até por desconhecimento das características do assédio moral, muitos funcionários sofrem com o assédio moral, mas em silêncio.
“Se há um desconforto no ambiente de trabalho é preciso investigar as causas. Mas nunca calar-se diante do fato, pois isso poderá prejudicar o trabalhador de várias formas. Na dúvida consulte o departamento jurídico da Apatej”, sugere Dra Gonçala.
O departamento jurídico da Apatej está localizado na Avenida das Flores, no. 579, 2o. andar, Jardim das Flores.