Candidatos à presidência do TJ apontam como lidarão com a falta de verba e investimento nos servidores

02/12/2019

O site Consultor Jurídico publicou entrevistas com os três candidatos a presidência do Tribunal de Justiça de São Paulo para o biênio 2020/2022. Participaram da entrevista Geraldo Francisco Pinheiro Franco, atual Corregedor-Geral de Justiça; o desembargador Carlos Henrique Abrão, da 14ª Câmara de Direito Privado; e o desembargador Artur Marques da Silva Filho.

Além das entrevistas completas que podem ser lidas AQUI, AQUI e AQUI, os três candidatos foram unânimes em indicar investimentos em tecnologia como forma de melhorar a eficiência da corte e divergiram na maneira como lidarão com a falta de verba e investimento nos servidores.

De acordo com Geraldo Francisco Pinheiro Franco, é preciso melhorar ainda mais a estrutura de pessoal, com capacitação, treinamento e aperfeiçoamento; planejar estratégias de força de trabalho, gerindo a racionalização de pessoas, cargos e varas.

Entretanto, diz que a política de corte de gastos é essencial no setor público, no privado e na vida das pessoas. “No quadro orçamentário de hoje, e frente à lei de responsabilidade fiscal, seremos obrigados a restringir gastos e nomeações”.

O desembargador Carlos Henrique Abrão aponta que ao invés de construir um novo e bilionário prédio, é preciso descentralizar os gabinetes e realocar os recursos financeiros para contratação de pessoal e infraestrutura em primeira instância.

Ele lembra que cortar gastos tem sido um mantra de uma década e o resultado tem sido bastante insignificante. Para resolver o problema financeiro ele diz que irá em busca de alternativas.

“Vamos atrás de uma nova Lei de Custas, inclusive nos casos de processos criminais envolvendo quadrilhas, sonegação, colarinho branco, corrupção, além, é claro, cortar o supérfluo”.

Por fim, o desembargador Artur Marques da Silva Filho diz que sua intenção é de melhorar as condições de trabalho de magistrados e servidores. Mas, para ele, a primeira instância, que é onde está o grande volume de serviços, precisa de medidas que possam resultar em economia de recursos.

“Esse desafio somente será vencido com o aproveitamento da informática, com a utilização da inteligência artificial e com a capacitação de magistrados e servidores. ”.

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