Entidades discutem modelos de mutirão definem a participação em comissões paritárias no TJ/SP

14/06/2011

Na tarde da segunda-feira, 6, os dirigentes das entidades representativas dos servidores do Judiciário paulista estiveram reunidos na Capital para discutir modelos para a compensação dos dias de paralisação do movimento grevista de 2010.

A pauta, até então entrave nas reuniões de negociação junto ao TJ/SP, devido à adoção de um formato que atenda a todas as comarcas, represente de fato compensação do trabalho e não cobrança e reposição dos dias parados, sem interferir no cotidiano dos servidores, teve como desfecho a elaboração de um proposição encaminhada ao presidente da Casa, José Roberto Bedran.

Após quatro horas, as entidades também realizaram a feitura de outro documento, que define a participação dos servidores em duas comissões do TJ/SP, em resposta à reivindicação da categoria de participação das decições do Palácio da Justiça nos assuntos que envolvem diretamente o funcionalismo, incluindo a feitura do orçamento da Casa, ação que prevê, também, cobrar mais transparência do Poder.

Ao todo, foram foramadas duas comissões paritárias: a de Recursos Humanos e Condições de Trabalho, e a Comissão Salarial e Orçamento e Finanças, protocoladas junto à Presidência do Tribunal de Justiça, entregues ao juiz assessor Hamid Charaf Bdine Júnior.

Para o presidente da Associação Paulista dos Técnicos do Judiciário (Apatej), Antonio Grandi, que integra a Comissão de Recursos Humanos e Condições de Trabalho, a participação dos servidores nas decisões do TJ/SP é resposta à luta da categoria. “O mais importante neste momento é a continuidade das negociações e o fato de que os servidores passarão a ter, com este novo modelo, sua representação dentro do Palácio, e não mais só em mesas de negociação formadas na campanha salarial, com intuito de dar respostas breves e superficiais à demanda da categoria. A Comissão de Recursos Humanos é uma grande conquista, pois ela abrange desde a discussão do projeto de cargos e carreiras e sua regulamentação, como as condições de trabalho, contratação de servidores, entre outros, mantendo os servidores próximos e integrantes das decisões sobre seu trabalho”, disse o presidente.

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