
Opinião: Apatej 32 anos: a história continua sendo escrita
Artigo escrito pelo presidente Ednaldo Batista em homenagem aos 32 anos da Apatej
06/08/2008
Dois episódios recentes trouxeram à tona um problema que não é novo do judiciário paulista: a insegurança nos fóruns. No início do mês de julho, uma bomba caseira foi encontrada no Fórum em Osasco. O artefato foi localizado no banheiro masculino do prédio, ao lado de um vaso sanitário.
“O objeto era semelhante às bananas de dinamite, com fios nas cores preto e vermelho”, descreve o agente de segurança judiciário, José Augusto Rosa, funcionário do Fórum.
O Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE) da Polícia Militar foi chamado ao local e em poucos minutos o prédio foi evacuado. O artefato foi detonado, causando uma pequena explosão.
Já no Fórum em Carapicuíba, na madrugada de 25 de julho, foram furtados 6 monitores de LCD e 3 CPU””s. De acordo com um funcionário que preferiu não identificar-se, não houve sinais de arrombamento. Existe a suspeita de participação de uma criança, já que o único acesso possível ao local do crime seria pelo espaço do vitrô basculante. O funcionário enfatizou que não há alarme no prédio e nem quantidade de vigias suficiente para guardar o local.
Casos mais graves foram relatados em 2002, quando o terror tomou conta de São Paulo, com as manifestações violentas atribuídas aos integrantes da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Os Fóruns tornaram-se alvos fáceis dos bandidos, que não exitaram em atirar bombas e metralhar diversas unidades judiciárias da capital paulista.
De acordo com o presidente da Apatej, Antonio Grandi, o perigo começa com o fácil acesso aos prédios judiciais.
“Não há detector de metais, ou algo do gênero para impedir a entrada de armas nos Fóruns. Qualquer pessoa pode entrar com uma arma ou bomba sem qualquer problema”, denuncia Antonio Grandi.
Para o presidente da Apatej é preciso que se tomem medidas urgentes.
“Não podemos esperar que ocorram conseqüências mais graves nos fóruns. A precariedade com a segurança é notória e comum em diversos cartórios. É preciso que as autoridades tomem providências imediatas para promover condições seguras de trabalho para os funcionários e para o público em geral”, alerta Antonio Grandi.

Artigo escrito pelo presidente Ednaldo Batista em homenagem aos 32 anos da Apatej

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