No Facebook, Sartori confirma que será candidato à reeleição no TJ-SP

11/11/2013

Ao que tudo indica, o atual presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, desembargador Ivan Sartori, deve concorrer à reeleição para mais um mandato à frente do Judiciário paulista. A eleição está marcada para o dia 4 de dezembro no Palácio da Justiça.

Segundo informações da jornalista Sonia Racy de O Estado de São Paulo, compartilhada no blog do jornalista Sylvio Micceli, Sartori teria começado, na última quinta (8), a comunicar sua decisão a diversos gabinetes. Neste final de semana, o presidente também teria confirmado sua posição por meio de seu perfil em uma rede social na internet.

Porém, a oficialização de sua candidatura só ocorrerá após a próxima quarta-feira (13/11), quando se encerra o prazo final de inscrição e será publicada a relação de postulantes ao cargo. A candidatura de Sartori só será possível graças à Resolução nº 606/2013 do Órgão Especial do TJ-SP, que permite a todos os desembargadores concorrer nas próximas eleições.

Desde meados de abril, Sartori já afirmava sua intenção de concorrer à reeleição. “Se um dirigente vai bem, porque não reconduzi-lo?”, disse ao jornal Folha de São Paulo. No entanto, Sartori deixou claro que uma eventual reeleição estaria condicionada ao apoio de magistrados e servidores. Desde então, vimos acontecer uma série de manifestações de funcionários do Tribunal em apoio à sua reeleição.

Segundo o presidente, “a maioria absoluta dos desembargadores (200) e 40 mil servidores externaram, por escrito, seu anseio de reeleger o atual presidente, conferindo uma força política impressionante ao Tribunal, força essa que, ordinariamente, se esvai logo na metade do segundo ano de mandato, prejudicando sobremaneira o Judiciário e seus projetos institucionais”, declarou em comunicado ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

Apoio dos servidores

Para o presidente da Apatej, Mário José Mariano, o Marinho, o desembargador não mente quando diz ter o apoio dos servidores. “Vimos diversas manifestações, principalmente na forma de abaixo assinados de servidores do Judiciário, que pedem a reeleição de Sartori à presidência do Tribunal. Isso se deve, em partes, pela condução dos trabalhos na corte paulista ter aberto um canal de diálogo mais efetivo com os servidores. Como dirigente de associação de classe, posso afirmar que nenhuma outra gestão abriu tanto espaço para ouvir e debater as demandas do funcionalismo, e isso acaba sendo um ponto favorável à gestão do Sartori”, afirmou.

No entanto, Marinho diz que algumas questões avançaram pouco apesar do diálogo. “É claro que estamos falando de uma primeira gestão, e dois anos acabam sendo pouco para produzir um verdadeiro choque de gestão. E isso pode ser visto no fato de algumas demandas históricas dos servidores ainda não terem sido atendidas, como a equiparação salarial justa e com reposição de perdas inflacionárias anteriores”, destacou.

Marinho diz também ser favorável à candidatura de todos os desembargadores. “Acredito que hoje em dia, para bem administrar e trazer ao Judiciário as mudanças que ele precisa, o gestor tem que ter vocação, e não antiguidade”, diz, e complementa: “Também apoio a posição do desembargador Armando Sérgio Prado de Toledo, diretor da Escola Paulista de Magistratura, que defende que o desembargador que desejar administrar um tribunal terá que ser formado em Administração Política e Gestão Judiciária”. Para o desembargador, quando houver uma estrutura de especialização na esfera de Administração do Judiciário oferecida a todos, esta será um requisito para uma pessoa concorrer à presidência da corte.

Candidatos

Depois de dada a largada rumo à sucessão da Presidência do Tribunal de Justiça de São Paulo, no dia 4 de novembro, o desembargador José Renato Nalini, atual corregedor-geral do TJ, protocolou sua inscrição para concorrer ao mais alto posto da Corte, composta por 360 desembargadores.

Além de Nalini, que almeja a Presidência, se inscreveram os desembargadores Hamilton Elliot Akel, para corregedor-geral, e Antonio Carlos Malheiros, para vice-presidente.

(com informações de Sylvio Micceli)

 

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