OAB decide entrar com pedido de impeachment de Michel Temer

22/05/2017

 

OAB decide entrar com pedido de impeachment de Michel Temer
O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil decidiu, na madrugada deste domingo 21, apoiar o impeachment de Michel Temer e formular um pedido a ser protocolado na Câmara dos Deputados nos próximos dias.
Representantes dos 26 estados e do Distrito Federal participaram de uma reunião extraordinária convocada pelo presidente da entidade, Claudio Lamachia, após as delações de executivos da JBS, que resultaram na instauração de um inquérito contra o presidente por corrupção passiva, organização criminosa e obstrução da Justiça. Temer já possui ao menos oito pedidos de impeachment protocolados pela oposição na Câmara.
De acordo com uma comissão especial, o peemedebista prevaricou ao não informar às autoridades competentes a admissão de crime por Joesley Batista, quando o dono da JBS afirmou ter sob o seu controle dois juízes e um procurador da Lava Jato, e faltou com o decoro ao se encontrar com o empresário sem registro da agenda e prometido agir em favor de interesses particulares.
Em meio ao cenário turbulento, como ficam as Reformas trabalhista e da Previdência?
Com o escândalo político, as reformas trabalhista e da Previdência ganharam mais tempo para discussão, já que os parlamentares decidiram parar a tramitação dos textos já que existe a possibilidade de Michel Temer ter de deixar o cargo.
A tramitação do projeto de lei complementar (PLC 38/17), sobre a Reforma Trabalhista, foi suspensa sem data para voltar à discussão. O relator da matéria nas comissões de Assuntos Econômicos e Assuntos Sociais, senador Ricardo Ferraço (PSDB/ES), considerou o assunto “secundário” diante da crise institucional pela qual passa o país.
O deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), relator da Reforma da Previdência na Câmara, também entende que não é possível avançar com a votação da proposta de Temer no atual cenário. Segundo o deputado, é preciso concluir as investigações sobre o que de fato ocorreu no caso do possível aval do presidente Temer a medidas do executivo da JBS para tentar barrar o avanço da Lava-Jato, antes de votar qualquer mudança na lei.
“O dia 24/5 será muito importante! Vamos aumentar a pressão em Brasília contra as Reformas Trabalhista e da Previdência”, afirmou o presidente da Apatej, Mario José Mariano, o Marinho.
Com informações de Conjur e EM Política

 

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil decidiu, na madrugada deste domingo 21, apoiar o impeachment de Michel Temer e formular um pedido a ser protocolado na Câmara dos Deputados nos próximos dias.

Representantes dos 26 estados e do Distrito Federal participaram de uma reunião extraordinária convocada pelo presidente da entidade, Claudio Lamachia, após as delações de executivos da JBS, que resultaram na instauração de um inquérito contra o presidente por corrupção passiva, organização criminosa e obstrução da Justiça. Temer já possui ao menos oito pedidos de impeachment protocolados pela oposição na Câmara.

De acordo com uma comissão especial, o peemedebista prevaricou ao não informar às autoridades competentes a admissão de crime por Joesley Batista, quando o dono da JBS afirmou ter sob o seu controle dois juízes e um procurador da Lava Jato, e faltou com o decoro ao se encontrar com o empresário sem registro da agenda e prometido agir em favor de interesses particulares.

Em meio ao cenário turbulento, como ficam as Reformas trabalhista e da Previdência?

Com o escândalo político, as reformas trabalhista e da Previdência ganharam mais tempo para discussão, já que os parlamentares decidiram parar a tramitação dos textos já que existe a possibilidade de Michel Temer ter de deixar o cargo.

A tramitação do projeto de lei complementar (PLC 38/17), sobre a Reforma Trabalhista, foi suspensa sem data para voltar à discussão. O relator da matéria nas comissões de Assuntos Econômicos e Assuntos Sociais, senador Ricardo Ferraço (PSDB/ES), considerou o assunto “secundário” diante da crise institucional pela qual passa o país.

O deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), relator da Reforma da Previdência na Câmara, também entende que não é possível avançar com a votação da proposta de Temer no atual cenário. Segundo o deputado, é preciso concluir as investigações sobre o que de fato ocorreu no caso do possível aval do presidente Temer a medidas do executivo da JBS para tentar barrar o avanço da Lava-Jato, antes de votar qualquer mudança na lei.

“O dia 24/5 será muito importante! Vamos aumentar a pressão em Brasília contra as Reformas Trabalhista e da Previdência”, afirmou o presidente da Apatej, Mario José Mariano, o Marinho.

Com informações de Conjur e EM Política/Foto: Eugênio Novaes-OAB

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