Oficias de Justiça pressionam novamente, mas deputados não votam projeto de lei em benefício da categoria

18/12/2013

Na tarde dessa terça-feira (17/12), servidores oficiais de justiça estiveram na Assembleia Legislativa de São Paulo para pressionar os deputados pela aprovação do Projeto de Lei Complementar 56/2013, de autoria do Tribunal de Justiça Paulista e que “dispõe sobre o requisito de ingresso no cargo de Oficial de Justiça e altera dispositivos na Lei Complementar n° 1.111, de 25 de maio de 2010, e dá providências correlatas” – Nível Superior.

Apesar da declaração de apoio de todos os deputados presentes na plenária, o PLC não entrou na pauta de votação, revoltando ainda mais os presentes que não deixaram de se manifestar. Vários parlamentares enfatizaram que, se não bastasse a submissão da Assembleia Legislativa aos mandos do Executivo, agora a base da Governo se mostra subserviente ao Poder Judiciário que fica no aguardo de eventual liberação do TJSP para aprovarem ou não o projeto.

Isso fez com que os ânimos se exaltassem, gerando até mesmo sentimento de revolta e propiciando manifestações mais contundentes de dirigentes de entidades e servidores presentes.

Os deputados estaduais Campos Machado do PTB e Rita Passos, do PSD, fizeram uso da palavra. O primeiro para se defender e tentar se justificar, e a segunda se defendendo e colocando em dúvida até mesmo a reputação de todos os presentes. Em ato de repúdio à fala da parlamentar, os servidores presentes viraram as costas para os deputados, tamanha a agressão direcionada aos trabalhadores que apenas lutavam pelos seus direitos.

O deputado estadual e presidente da ALESP, Samuel Moreira, do PSDB, ameaçou por várias vezes encerrar a sessão lendo o regimento interno aos presentes. Ao final da sessão, novamente os servidores voltaram para casa frustrados com o descaso de alguns representantes do Legislativo. 

 

com informações da Assojuris

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