
Notar de Pesar - Antônio Laureano de Castro
Laureano, como era carinhosamente chamado, marcou sua trajetória pela alegria, energia e disposição em ajudar.
21/09/2017
Por Mario José Mariano, o Marinho – presidente da Associação Paulista dos Técnicos Judiciários (Apatej)
O presidente do TJSP, Paulo Dimas de Bellis Mascaretti, publicou artigo esta semana no Conjur sobre as remunerações pagas aos magistrados, alvo frequente de matérias na imprensa relacionadas a seus valores, muitas vezes considerados excessivos.
Uma pesquisa do jornal O Estado de S. Paulo mostrou que, no mês de julho, mais da metade dos magistrados (56%) do TJSP recebeu vencimentos líquidos acima do teto constitucional do funcionalismo público, que é de R$ 33.763.
Paulo Dimas defende que todos os valores pagos aos juízes estão dentro de normas estabelecidas e que são “tendenciosas” as comparações com pisos salariais adotados por outras categorias profissionais.
O presidente do TJSP defende os pagamentos feitos aos magistrados e ressalta no artigo que “o Tribunal de Justiça paulista destaca-se no cenário nacional não apenas pela dimensão global dos serviços que presta aos jurisdicionados, mas também por ser a instituição que mais exige de seus membros e funcionários; homens e mulheres de fé, que doam seu tempo integral, talento e competência à causa da justiça”.
Pois bem. Felizmente, ao menos Paulo Dimas ressalta o papel importante dos servidores do TJSP, “a instituição que mais exige de seus membros e funcionários”. No entanto, como servidores do Judiciário paulista, avaliamos que falta ao presidente do TJSP o mesmo empenho pela valorização do trabalho dos funcionários que ele utiliza na defesa dos pagamentos, muitas vezes acima do teto, aos juízes.
A produtividade de servidores do Judiciário Estadual paulista é acima da média nacional, de acordo com o relatório “Justiça em Números”, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O levantamento apurou que foram 158 processos por pessoa, sendo que a média dos tribunais estaduais do país é de 147.
Se de um lado muitos juízes do estado recebem acima do teto constitucional e o presidente do TJSP sai em defesa dos valores pagos, do outro, Paulo Dimas sinalizou aos servidores do Judiciário em reunião em agosto que não há recursos para atender à pauta prioritária da categoria, como por exemplo o débito de 3,5% da reposição salarial de 2016.
Um novo encontro entre Paulo Dimas e as entidades do Judiciário deve ocorrer até outubro. Até lá, esperamos que o presidente do TJSP mude o tom e mostre o mesmo empenho pela valorização do servidor que ele demonstrou na defesa às remunerações, muitas vezes acima do teto constitucional, dos juízes.

Laureano, como era carinhosamente chamado, marcou sua trajetória pela alegria, energia e disposição em ajudar.

A nova regra passa a valer na folha de setembro de 2026, com pagamento previsto para outubro.







