Presidente do TJ-SP se reúne com entidades e descarta manutenção do trabalho 100% remoto

26/08/2020

O presidente do TJ-SP, Geraldo Pinheiro Franco, se reuniu de maneira virtual nesta terça-feira, 25, com entidades que atuam na defesa dos servidores do judiciário.

A reunião atende pedidos feitos pelas entidades – entre elas a Apatej – sendo um desses pedidos protocolado na sede do tribunal no último dia 21 de agosto.

Um dos assuntos mais importantes da pauta, a permanência dos servidores em trabalho remoto, foi rapidamente descartada por Pinheiro Franco que alegou que fechar o tribunal é “fugir da realidade” visto que os outros tribunais já estão operando normalmente.

“Não vemos como deixar o tribunal fechado, mas podemos aprimorar nossas ações. Fechar totalmente foge à realidade e todos os outros tribunais que já estão trabalhando”, defendeu.

Pinheiro Franco afirmou que caso o sistema de saúde pública indique novo fechamento, ele será o primeiro a determinar que todos retornem ao sistema remoto. “A preocupação que temos é com a saúde de todos, mas isso não nos autoriza, nesse momento, a deixar de abrir o tribunal, mesmo que seja com um volume muito pequeno de servidores em trabalho presencial”, continuou.

O presidente do TJ destacou ainda que apesar de haver um plano de testagem para todos os servidores – a ser realizado pela secretaria Estadual da Saúde em duas semanas – apenas 20% dois servidores irão retornar ao trabalho presencial por enquanto.

“Estou bastante atento, pois é um passo decisivo para a gente ter mais segurança. Nós ouvimos os servidores. Ouvimos a Defensoria, MP-SP e órgãos de saúde”, explanou.

Pinheiro Franco informou – por fim – que encontros mensais serão realizados a partir de agora e com todas as entidades.

Para o presidente da Apatej, Marcos Leite Penteado, o Marquinhos, ao aceitar o pedido de reunião Pinheiro Franco sinaliza que está disposto a dialogar com os representantes dos servidores. “Entretanto, ele precisa ir além e atender as reivindicações dos servidores”, pontua Marquinhos.

“O retorno ao trabalho presencial, por exemplo, é uma questão séria. Não dá para voltar enquanto a curva de contágios e mortes não baixar. Trazer os servidores de volta nessas condições pode ser uma sentença de morte para eles”, resume.

Além de Geraldo Pinheiro Franco, participaram também da reunião virtual o desembargador Antonio Carlos Malheiros e os juízes assessores da presidência João Batista Galhardo e Rodrigo Nogueira.

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