Prof Guilherme Nascimento, presidente do CAPESP
O CAPESP, Centro Associativo dos Profissionais de Ensino do Estado de São Paulo, vem por meio deste cobrar um esclarecimento desta Secretaria sobre as recentes matérias divulgadas na mídia (Jornal Folha de São Paulo de 02 e 03 de fevereiro) em relação aos professores que teriam sido impedidos de lecionar por serem obesos.
Há denuncias até de professores míopes barrados!
Nossa entidade repudia tal tipo de discriminação e preconceito, pois de modo totalmente subjetivo excluem-se profissionais que passaram em concurso público, frequentaram e foram aprovados no curso preparatório da Secretaria de Educação, e ao final, barrados na perícia médica. O ironico (ou incoerente) é que um dos professores afirma que leciona na rede pública municipal de São Paulo, sem qualquer tipo de impedimento.
Causa espanto, ao ler a matéria, o modo como os professores foram examinados, sendo submetidos a constrangimentos e desconforto.
O que pretende o Governo do Estado de São Paulo com tais medidas?
O discurso oficial é o da inclusão, de combate ao “bullying” dentro do ambiente escolar. É assim que o Governo do Estado de São Paulo aplica a inclusão ou combate o “bullying”?
Lembramos que segundo a Constituição brasileira, todos são iguais perante a lei, sem distinção de credo, raça, genêro, orientação político-partidária. Agora teremos que acrescentar: Índice de Massa Corporal (IMC) ou graduação de miopia?
Necessitamos do imediato esclarecimento do Governo do Estado e a integração destes professores ao Quadro do Magistério da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo.
Que as perícias médicas sejam pautadas pelo humanismo, e não por um subjetivo e gélido critério técnico.
Transparência e respeito ao professor, é o que exigimos!