As entidades representativas dos servidores do Judiciário voltaram à mesa de negociação com o TJ/SP, nesta quinta-feira, 14, no Palácio da Justiça, para a obtenção de um parecer sobre a proposta entregue pelas associações como forma de dirimir o déficit com o funcionalismo e avançar quanto ao pagamento dos atrasados.
Durante o encontro, o desembargador Wiliam Campos, mais uma vez representando a Presidência, afirmou que há consonância entre reivindicações dos servidores e a nova direção da Casa. “Dentro deste contexto, acho que nós avançamos muito, porque não há questão de índice aqui, pois o índice de vocês é o nosso índice”, afirmou o desembargador, que estava acompanhado pelos juízes auxiliares da presidência José Eduardo Marcondes Machado e Hamid Charaf Bdine Junior.
Com a frase, Campos explicou que a intenção do TJ é pagar os 8%, um valor de R$ 30 milhões (data-base deste ano mais parte das inflações atrasadas), conforme o negociado na primeira reunião com as entidades, e que o valor, condicionado a um suporte financeiro do Governo Estadual, viria em folha suplementar em maio.
Outro ponto conversado, o mutirão, também teve resposta positiva. Campos afirmou que a ideia de formatar um modelo de mutirão, aos moldes dos plantões já dados, com duração de quatro fins de semana também foi aceita pela Corte. Quanto aos atrasados da data-base de 2010, retroativos a março, também serão pagos. A única questão é que o montante significa cerca de R$ 130 milhões e o valor também estará condicionado a um aporte financeiro.
Quanto ao impasse dos estenotipistas, Hamid Bdine disse que a Presidência já pediu que fossem apurados os valores a serem pagos, incluindo o retroativo. A fala do juiz foi reforçada por Marcondes Machado: “o Tribunal reconhece o erro!”.
Ao final da reunião, dirigentes das entidades e o desembargador Wiliam Campos agendaram novo encontro para o dia 28, quando o TJ dará respostas conclusivas sobre o pagamento dos débitos.