
Notar de Pesar - Antônio Laureano de Castro
Laureano, como era carinhosamente chamado, marcou sua trajetória pela alegria, energia e disposição em ajudar.
15/10/2015
Um grupo de técnicos judiciários organizou na manhã desta quarta-feira (14) uma manifestação por reajuste salarial em frente ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal. Os servidores pedem reajuste de 56%. Eles dizem que o piso da categoria não é elevado há nove anos.
A Polícia Militar fez um cordão de isolamento ao redor do prédio. Alguns manifestantes carregavam caixas de leite em protesto contra comentários do presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, sobre o reajuste.
O coordenador do comando de greve do TJDFT Pito Junior, de 26 anos, disse que a polêmica envolvendo os comentários de Lewandoski ocorreu há quase quatro meses. “Em junho, em reunião no TSE [Tribunal Superior Eleitoral] ele ressaltou que era o pai dos servidores e por isso ia garantir o pão e leite da família. Isso soou mal e alguns trabalhadores não gostaram”.
O ministro participava no TJ do lançamento do projeto Audiência de Custódia, que prevê a apresentação de todas as pessoas presas em flagrante ao juiz em um prazo de 24 horas. Ele iria se reunir também com três representantes da categoria para falar da greve do Judiciário, que já dura 127 dias.
Do lado de fora do prédio, porém, os manifestantes se diziam indignados com as declarações do ministro. “Ele disse que era para que nós pudéssemos comprar nosso pãozinho, nosso feijão e leite. Isso é um desrespeito à lei porque ela manda que o trabalhador tenha um reajuste anual para acompanhar a inflação”, disse a técnica do Judiciário Angela maria Pereira, de 43 anos.
“O salário de um servidor de final de carreira custa R$ 4.900. É um absurdo. O sistema Judiciário está sucateado. As pessoas estão saindo dele para ir para outras áreas, o salário é baixo. Não dá para comparar um salário de nove anos atrás com o de agora. É só comparar o preço da gasolina, do arroz” disse o técnico de judiciário Wilson Carvalho, de 46 anos.

Laureano, como era carinhosamente chamado, marcou sua trajetória pela alegria, energia e disposição em ajudar.

A nova regra passa a valer na folha de setembro de 2026, com pagamento previsto para outubro.







