
Notar de Pesar - Antônio Laureano de Castro
Laureano, como era carinhosamente chamado, marcou sua trajetória pela alegria, energia e disposição em ajudar.
23/04/2018

Entidades de classe e servidores do judiciário paulista mostraram que não aceitarão migalhas oferecidas pelo Tribunal
Em uma tarde memorável servidores do judiciário e entidades realizaram – nas escadarias do TJ-SP – uma Assembleia pedindo majoração nos 1.81% oferecidos pelo Tribunal como reposição pelas perdas inflacionárias do ano de 2017. Os trabalhadores pediram ainda reajuste no auxílio-alimentação, no auxílio-saúde e nível universitário para escreventes.
A Assembleia Estadual da categoria começou por volta das 14 horas e reuniu uma centena de pessoas na Praça João Mendes, no Centro de São Paulo. Após uma rápida consulta aos trabalhadores as entidades e servidores decidiram marchar no entorno do Tribunal de Justiça com o objetivo de repudiar a falta de atenção do presidente da instituição, Manoel de Queiroz Pereira Calças, com relação à pauta de reivindicações.

O término da caminha aconteceu em frente ao TJ-SP, onde foi iniciada a Assembleia. Diante da pressão das lideranças Pereira Calças designou juízes assessores Marco Fabio Morsello, Airton Pinheiro de Castro e Ricardo Dal Pizzol para conversar com os presidentes das entidades.
Morsello, Castro e Pizzol informaram que a mudança no comando do Estado de São Paulo – saiu Geraldo Alckmin (PSDB) e assumiu Márcio franca (PSB) – amarrou neste momento todas as possibilidades de negociação.
Ainda segundo eles, o presidente estaria ainda em vias de se encontrar com líderes da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) para discutir um repasse suplementar de verba. O encontro estaria marcado para acontecer na terça-feira, 24/4, e só depois Pereira Calças poderá receber as entidades.
Para o presidente da Associação Paulista dos Técnicos Judiciários (Apatej), Mario José Mariano, o Marinho, o ideal é que Pereira Calças os tivesse recebido. “Apesar da boa vontade dos juízes assessores, apenas o presidente pode negociar reajustes, índices e salários. Nós entendemos o esforço da assessoria, mas só o presidente pode falar em nome o Tribunal”, destacou.
“Eles nos informaram que após essa reunião na Alesp o presidente irá nos receber em maio. Entretanto, não houve garantias sobre a data ou se a reunião realmente irá acontecer”, continuou.
Marinho reiterou a necessidade de que a reunião com Pereira Calças aconteça em maio e afirmou que as entidades não descansarão até que o presidente do TJ os receba e discuta um reajuste decente para os servidores.




Laureano, como era carinhosamente chamado, marcou sua trajetória pela alegria, energia e disposição em ajudar.

A nova regra passa a valer na folha de setembro de 2026, com pagamento previsto para outubro.







